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O terceiro perigo é que estar ocupado demais pode encobrir a podridão de nossa alma.

O compasso agitado da vida pode nos tornar física e espiritualmente doentes. Provavelmente isso não é surpresa para você. O que talvez não reconheçamos é que nossas agendas amalucadas muitas vezes são sinal de que um mal já se instalou.

Desde 2002 tenho me reunido a cada outono com alguns amigos do seminário. Nove dentre nós nos reuníamos semanalmente quando cursávamos o Gordon-Conwell, e quando nos formamos, fizemos um compromisso de nos encontrarmos uma vez ao ano. Comemos bastante, rimos muito e assistimos muito futebol. Também conversamos sobre nossas alegrias e lutas dos últimos doze meses. Com o passar dos anos temos observado temas conhecidos de cada um de nós. Talvez um esteja lutando com o descontentamento, outro com desânimo, outro com que direção tomar e outro com pressões relacionais no trabalho. Todos nós temos pecados que nos afligem e questões previsíveis. O meu pecado tem sido andar ocupado demais. Quando chega a hora de compartilhar, todo mundo já espera que vou falar o quanto tenho para fazer e que não sei o que eliminar da minha vida.

Embora possa soar nada saudável alguns homens crescidos continuarem lutando com os mesmos problemas ano após ano, o sinal saudável é que começamos a nos responsabilizar mais por essas dificuldades. Reconhecemos que se as mesmas questões atingem os mesmos homens todo ano, talvez a questão central esteja dentro de cada um de nós. O que diz a meu respeito o fato de que estou frequente e completamente dominado por esta questão? O que preciso aprender sobre mim mesmo? Quais as promessas bíblicas em que não estou crendo? Quais os mandamentos divinos que ignoro, quando deveria estar obedecendo? Que mandamentos autoimpostos eu estou obedecendo, quando deveria ignorá-los? O que está acontecendo dentro de minha alma para, durante todo ano, estar ocupado que nem louco ser a minha principal característica?

A presença de ocupação extrema em nossa vida pode estar apontando para problemas mais profundos — insidiosa tendência de agradar sobretudo às pessoas, ambição implacável, um sentimento de mal-estar, de falta de significado. “Ocupação em demasia serve como uma espécie de segurança existencial, um muro contra o vazio”, escreve Tim Kreider em seu artigo viral, “The ‘Busy’ Trap”, [A armadilha do ocupado] para o New York Times. “É óbvio que a sua vida não pode ser tola, trivial ou sem sentido se você estiver atarefado, de agenda completamente cheia, procurado para atender algo em todas as horas do dia”.O maior perigo com estar ocupado que nem louco é que podem existir perigos que você nunca teve tempo de considerar.

“Super ocupado” não significa que você seja um cristão fiel ou frutífero. Só quer dizer que você está ocupado, como todo mundo. E, como todo mundo, a sua alegria, o seu coração, a sua alma estão em perigo. Precisamos da Palavra de Deus para nos libertar. Precisamos de sabedoria bíblica para nos endireitar. O que realmente necessitamos é que o grande médico cure nossas almas exageradamente agendadas.

Se apenas pudéssemos tirar tempo para uma consulta!

Kevin DeYoung

O segundo perigo é que essa ocupação desenfreada pode roubar o coração.

O semeador jogou a semente com liberalidade. Algumas sementes caíram à beira do caminho e as aves devoraram tudo. Algumas caíram em chão rochoso e brotaram rapidamente, mas murcharam com o calor do primeiro sol ardente. Algumas sementes caíram entre os espinhos que sufocaram sua frágil vida. Nesta parábola de Jesus, há uma clara progressão (Marcos 4.1–20). Em alguns corações, a Palavra de Deus nada faz. Satanás a tira, logo que acabou de ser plantada. Em outros corações, de início a Palavra cresce, mas desvanece tão depressa quanto cresceu. As perseguições e provações colocam o possível cristão fora de ação. Mas na terceira categoria de falta de sucesso no plantio, a Palavra penetra mais fundo. A planta brota, chega quase ao ponto de produzir fruto. Parece que a terra é boa. Vida nova aparentemente está formando raízes. Tudo está a caminho para uma boa colheita. Até que surgem os espinhos.

João Calvino disse que o coração humano é “uma espessa floresta de espinhos”. Jesus dá nome específico a dois deles. O primeiro ele chama de “os cuidados deste mundo” (Marcos 4.19).

Para a maioria de nós, não é a heresia ou apostasia que fazem nossa fé sair dos eixos. São as preocupações da vida. Você tem de consertar o carro. O aquecedor de água pifa. A criançada precisa ir ao médico. Você ainda não conseguiu fazer sua declaração de imposto de renda. Sua conta no banco está sem saldo. Você se atrasou em escrever notas de agradecimento. Você prometeu à sua mãe que iria para a casa dela dar um jeito de consertar a torneira. Você está atrasado no planejamento para seu casamento. O concurso ou seu exame da OAB está chegando. Tem de mandar imediatamente mais currículos. O prazo da sua dissertação de mestrado está se esgotando. O tanque está vazio. O gramado precisa ser aparado. As cortinas da casa não estão colocadas. A lavadora de roupa está sacudindo e fazendo um barulho assustador. Esta é a vida para a maioria de nós, e está sufocando nossa vida espiritual.

Um segundo espinho está relacionado ao primeiro. Jesus diz que a obra da Palavra é engolida pelo desejo por outras coisas. As coisas em si não são o problema. O problema é tudo que fazemos para obter essas coisas, cuidar delas e conseguir cada vez mais. Não é de admirar que as pessoas mais estressadas do planeta vivam nos países mais ricos? Casas de veraneio, barcos, pacotes de férias, investimentos, imóveis, motocicletas incrementadas, carro novo, casa nova, computador de última geração, novos vídeo games, nova maquiagem, novos DVDs, novos downloads, novo — tudo isso leva tempo. Ouvimos sermões sem conta sobre os perigos do dinheiro, mas o perigo verdadeiro vem depois que você gastou seu dinheiro. Uma vez que você seja o proprietário, tem de fazer a manutenção, mantê-lo trabalhando e ficar atento para as últimas melhorias. Se as preocupações na vida não nos afundam, a manutenção consegue fazer isso!

Jesus sabe do que está falando. Por mais que oremos contra o diabo e oremos pela igreja perseguida, no pensamento de Jesus a maior ameaça ao evangelho é a mera exaustão. A situação de estar ocupado demais mata mais cristãos do que balas. Quantos sermões perdem seu poder por causa de excessivas preparações de almoços ou jantares e jogos de futebol profissionais? Quantos momentos de dor são desperdiçados porque nunca paramos tempo suficiente para aprender com eles? Quantas vezes o culto particular e familiar foi esmagado por projetos de escola ou jogos de futebol? Precisamos guardar, vigiar o coração. A semente da Palavra de Deus não cresce para frutificação sem ser podada por repouso, calma e quietude.

SEMPRE TOMAMOS TODAS AS VACINAS: Febre amarela, febre tifoide, polio, hepatites A, B, C, D, E, F... E Malária? NÃO HÁ VACINA CONTRA A MALÁRIA. Malária se pega. Corre-se esse risco, é como a dengue. Tem que andar o dia inteiro bezuntado de repelentes. Aí tem gente que nos diz: "Bom, agora que um de vocês está quase morrendo, tá na hora de parar com isso, né?" ou "melhor se prevenir melhor, imprudência, né" ou "Chega, vocês vão pro céu já".

Deixa eu falar uma coisa de uma vez por todos: Ainda que morrêssemos TODOS, não vamos parar! Até porque, nesse caso, serviríamos de semente para a próxima geração a cruzar fronteiras por Amor! Morrer no Campo? Vixe, seria um puta orgulho! rsrs... Sabe aquele sentimento que faz um terrorista jogar um avião sobre um prédio? Sim, é o "mesmo"! SE O MAL PODE RECRUTAR GENTE PARA FAZER LOUCURAS EM SEU NOME, PORQUE O AMOR E O BEM NÃO TERIAM ESSE PODER? 

Portanto, dispenso a aflição dos que tem pena de nós. Morrer? Adoecer? FAZ PARTE! Nada nos assusta: nem Boko Haram, nem Ebola, nem sarna, nem macro-inimigos, nem micró-bios. Não somos suicidas, nem mártires, nem heróis, nem anjos, tanto que todos os dias abrimos mãos de ousadias maiores. Somos tão gente que um mosquito pode nos levar ao coma! Somos prudentes, amamos nossas vidas e famílias. Mas malária? Ora, tem gente que já pegou mais de 20 vezes. Nós - os outros expedicionários - podemos tê-la incubado ainda. Podemos estar todos doentes sem o saber! E se for o caso, é lógico que vem mais desgraçado sofrimento, mas sem comparação alguma com a "glória do porvir"! 

Sem questão nenhuma com Deus! Ninguém aqui quer ir para o céu não. Foi de lá que viemos! Ninguém aqui quer chegar em Deus. Ele já se achegou a nós. A gente não vai pra ser amado, a gente vai porque se sabe AMADO! A gente é feito da mesma merda que todo mundo, mas difícil é aguentar de 5 em 5 minutos gente que acha que estamos de turismo missionário, e agora que ficou "sério", vamos parar a "brincadeira". Não ficou sério não. Sempre foi! O risco é inerente, faz parte!!! Eu nunca iria à Nigéria passar férias. Nunca iria para agradar ninguém! OBRIGADO AOS QUE CARREGAM PREOCUPAÇÕES DE CARINHO, MAS NÃO NOS TENTEM, POR FAVOR. As coisas de Deus não se explicam pelas lógicas humanas, e muito menos de uma humanidade desumanizada, egoísta, fresquinha, dependentes de ar condicionados pra se sentir bem e morrendo de medo de sentir dor!

GITO WENDEL? (Voluntário doente)
Ora, vocês ainda o verão no Campo de novo! "O perigo é não amar!"

Marcelo Quintela
Caminho Nações - Way to the Nations
SEMPRE TOMAMOS TODAS AS VACINAS: Febre amarela, febre tifoide, polio, hepatites A, B, C, D, E, F... E Malária? NÃO HÁ VACINA CONTRA A MALÁRIA. Malária se pega. Corre-se esse risco, é como a dengue. Tem que andar o dia inteiro bezuntado de repelentes. Aí tem gente que nos diz: "Bom, agora que um de vocês está quase morrendo, tá na hora de parar com isso, né?" ou "melhor se prevenir melhor, imprudência, né" ou "Chega, vocês vão pro céu já".

Deixa eu falar uma coisa de uma vez por todos: Ainda que morrêssemos TODOS, não vamos parar! Até porque, nesse caso, serviríamos de semente para a próxima geração a cruzar fronteiras por Amor! Morrer no Campo? Vixe, seria um puta orgulho! rsrs... Sabe aquele sentimento que faz um terrorista jogar um avião sobre um prédio? Sim, é o "mesmo"! SE O MAL PODE RECRUTAR GENTE PARA FAZER LOUCURAS EM SEU NOME, PORQUE O AMOR E O BEM NÃO TERIAM ESSE PODER? 

Portanto, dispenso a aflição dos que tem pena de nós. Morrer? Adoecer? FAZ PARTE! Nada nos assusta: nem Boko Haram, nem Ebola, nem sarna, nem macro-inimigos, nem micró-bios. Não somos suicidas, nem mártires, nem heróis, nem anjos, tanto que todos os dias abrimos mãos de ousadias maiores. Somos tão gente que um mosquito pode nos levar ao coma! Somos prudentes, amamos nossas vidas e famílias. Mas malária? Ora, tem gente que já pegou mais de 20 vezes. Nós - os outros expedicionários - podemos tê-la incubado ainda. Podemos estar todos doentes sem o saber! E se for o caso, é lógico que vem mais desgraçado sofrimento, mas sem comparação alguma com a "glória do porvir"! 

Sem questão nenhuma com Deus! Ninguém aqui quer ir para o céu não. Foi de lá que viemos! Ninguém aqui quer chegar em Deus. Ele já se achegou a nós. A gente não vai pra ser amado, a gente vai porque se sabe AMADO! A gente é feito da mesma merda que todo mundo, mas difícil é aguentar de 5 em 5 minutos gente que acha que estamos de turismo missionário, e agora que ficou "sério", vamos parar a "brincadeira". Não ficou sério não. Sempre foi! O risco é inerente, faz parte!!! Eu nunca iria à Nigéria passar férias. Nunca iria para agradar ninguém! OBRIGADO AOS QUE CARREGAM PREOCUPAÇÕES DE CARINHO, MAS NÃO NOS TENTEM, POR FAVOR. As coisas de Deus não se explicam pelas lógicas humanas, e muito menos de uma humanidade desumanizada, egoísta, fresquinha, dependentes de ar condicionados pra se sentir bem e morrendo de medo de sentir dor!

GITO WENDEL? (Voluntário doente)
Ora, vocês ainda o verão no Campo de novo! "O perigo é não amar!"

Marcelo Quintela
Caminho Nações - Way to the Nations

Foi-se a Copa? Não faz mal.
Adeus chutes e sistemas.
A gente pode, afinal,
cuidar de nossos problemas.

Faltou inflação de pontos?
Perdura a inflação de fato.
Deixaremos de ser tontos
se chutarmos no alvo exato.

O povo, noutro torneio,
havendo tenacidade,
ganhará, rijo, e de cheio,
A Copa da Liberdade.

Carlos Drummond de Andrade
Poesia e Prosa - 1992

Matthieu Ricard é autor de diversos best sellers, tradutor, fotógrafo e monge budista, autor de "Happiness: A Guide to Developing Life's Most Important Skill," conhecido como "a pessoa mais feliz do mundo" pela mídia popular.

Nesse vídeo ele aborda a gravidade de que doenças mentais - muitas consideradas normais e cotidianas como a ansiedade e angústia - pode nos trazer problemas trágicos e como isso afeta na sociedade. Ele também menciona a nossa necessidade tanto particular como social de compartilhar, um paradoxo em que quanto mais egoísta, mais perda, e, quanto mais altruísta, mais ganho.




Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius de Moraes

Vamos ser brutalmente honestos: muitos dos ensinamentos de Jesus estão completamente dessincronizados das convenções que dominam nossa cultura.

Estou falando, é claro, sobre o Jesus que encontramos na Escritura, não o personagem de livro de colorir, sempre-gentil, nunca-severo, supertolerante, que existe somente na imaginação popular. O Jesus verdadeiro não era um clérigo domesticado, com colarinho engomado e modos gentis; ele era um Profeta corajoso e incorruptível, que desafiava regularmente os padrões do politicamente correto.

Considere o relato do ministério público de Jesus apresentado no Novo Testamento. A primeira palavra de seu primeiro sermão foi “Arrependam-se!” – um tema que não era mais bem-vindo e menos incômodo que é hoje. O primeiro ato de seu ministério público deu início a uma pequena desordem. Ele fez um chicote de cordas e perseguiu os cambistas e mercadores de animais pelos pátios do Templo. Isto iniciou um conflito de três anos com os líderes religiosos mais distintos da sociedade. No final, eles o entregaram às autoridades romanas para crucificação, enquanto multidões de leigos aplaudiam.

Jesus foi clara, deliberada e dogmaticamente contracultural em quase todos os sentidos. Não surpreende que a aristocracia religiosa e acadêmica fosse tão hostil a ele.

Jesus receberia boas-vindas mais amigáveis dos líderes religiosos mundiais, da elite midiática, ou a nobreza política hoje? Alguém que tenha considerado seriamente o Novo Testamento sabe bem que não. Nossa cultura se dedica ao pluralismo e tolerância; desdenha de toda afirmação de verdade absoluta ou exclusiva; convencida de que o amor a si mesmo é o maior amor de todos; satisfeita com o fato de que muitas pessoas são fundamentalmente boas; e desejando desesperadamente acreditar que cada um de nós é abençoado com uma chama da divindade.

Contra uma cultura assim, a mensagem de Jesus toca todas as notas dissonantes. Sempre-gentil, nunca-severo, super tolerante. Observe o registro bíblico. As palavras de Jesus estão cheias de exigências difíceis e avisos severos. Ele disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?” (Lucas 9.23-25). “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26).

Certa vez, uma inconcebível atrocidade romana tomou a vida de muitos peregrinos galileus que foram a Jerusalém para adorar. Pilatos, um governador romano, ordenou a seus homens que matassem alguns adoradores e então misturassem o sangue deles com os sacrifícios que eles estavam oferecendo. Enquanto a cidade ainda cambaleava graças a esse ofensivo desastre, uma torre caiu em um distrito próximo a Siloé, e instantaneamente tomou mais dezoito vidas.

Questionado sobre essas tragédias consecutivas, Jesus disse: “Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis “ (Lucas 13.2-5).

Ignorando as regras normais de bom gosto, tato e diplomacia, Jesus, com efeito, declarou que todos os seus ouvintes eram pecadores em necessidade de redenção. Então, como agora, era virtualmente garantido que essa mensagem ofenderia muitos – talvez muitíssimos – da audiência de Jesus.

Aqueles sem senso de culpa pessoal – incluindo a grande maioria dos líderes religiosos – foram, é claro, imediatamente ofendidos. Eles estavam convencidos de que eles eram bons o bastante para merecer o favor de Deus. Quem era esse homem para chamá-los ao arrependimento? Eles deram as costas em furiosa incredulidade.

Os únicos que não se ofenderam foram aqueles que já sentiam sua culpa e estavam esmagados sob o peso de seus fardos. Sem se afetar pela indignação ou autojustificação, eles poderiam ouvir a esperança implícita nas palavras de Jesus. Para eles, a recorrente frase “se não vos arrependerdes” apontava o caminho da redenção.

Em outro lugar, Jesus fez a promessa de vida e perdão explícita: “Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10.27,28).

Isto, claro, é a gloriosa mensagem do Evangelho, tão potente e tão relevante hoje quanto era então.Mas a promessa é para aqueles que estão cansados pelo pecado; aqueles que têm fome e sede de justiça (Mateus 5.6); aqueles que vêm a Cristo com corações arrependidos – não aqueles que estão convencidos de que são fundamentalmente bons.

Pessoas orgulhosas, incluindo um monte de religiosos que se chamam de cristãos, não creem na mensagem de Cristo, no fim das contas. Ele disse: “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2.17).

Então, o que Jesus diria a uma sociedade pluralista, tolerante e autoindulgente como a nossa? Estou convencido de que sua abordagem hoje seria a mesma estratégia que vemos no Novo Testamento. Para pecadores complacentes, arrogantes e satisfeitos consigo mesmos (incluindo muitos nos rol de membros de igrejas) suas palavras soariam duras, chocantes e provocadoras. Mas para os “pobres em espírito” (Mateus 5.3) – aqueles que estão exaustos e gastos pela destruição do pecado; desesperados por perdão e sem qualquer esperança de expiar o próprio pecado – o chamado de Jesus a uma fé arrependida permanece como a verdadeira entrada para a vida eterna.

Essa é uma mensagem particularmente dura em culturas como a nossa, que exaltam o amor a si próprio, a autoestima ou a justiça própria; mas Jesus foi absolutamente claro, e essas palavras ainda falam conosco: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18.14).

John MacArthur


(...)

Tenho uma frase em um dos meus textos que sugere ”antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz”. Nenhum homem, ou mulher, ou quem quer que seja, aguenta essa sobrecarga. É natural. Nem pai, nem mãe, ninguém.

Ser feliz é responsabilidade de cada um, mas nunca entenderemos isso, nunca seremos felizes, nunca encontraremos o que estamos procurando, parece que tudo continuará eternamente vazio enquanto projetarmos em alguém, em algo ou em qualquer coisa que estiver fora da gente.

Continuaremos cativos das emoções, hora radiantes, felizes, apaixonados, hora deprimidos, desesperançosos, autovitimizados, como se não houvesse lugar para gente nesse mundo.

Nosso lugar nesse mundo é o único onde cabe o mundo inteiro: nossa interioridade.

Portanto, aquiete-se. Esqueça as possibilidades, independente de quais sejam, de encontrar a felicidade fora de você. Isso não existe.

A boa notícia é: em você, há felicidade, há paz, há Deus, então, descanse, não de ouvidos para o choro, as lamentações e ruídos produzidos por sua mente. Ela apenas tenta fortalecer seu ego, ainda que de forma negativa, para que você se enfraqueça, se desvie de si mesmo.

Não faça mais nada. Não tente. Não corra atrás. Não projete. Não faça planos. Não se desespere. Apenas pacifique-se e, silenciosa, simplesmente ouvirá. Pacificada, simplesmente verá. Está tudo ai em você, não fuja e, lembre-se: antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz. Eu sei que vai conseguir. Vai sim.

 Flavio Siqueira
“Passei a vida me sabotando. Fui maltratada por todos os homens com quem me relacionei. Mas a culpa foi minha, que aguentava. Talvez eu até já procurasse quem tivesse essas atitudes. Não é possível ser coincidência. E, mesmo humilhada, eu sempre vivi a vida deles, nunca a minha.”

A carioca Mara, 39 anos, arquiteta, apaixonou-se “perdidamente” aos 15 anos. O relacionamento era sua prioridade, acima dos estudos, das amigas, da família, de seus próprios gostos. Quando ele foi para a faculdade e ela continuou no ensino médio, gostava de segui-lo de manhã cedo pelas ruas, quando ele saía de casa para pegar o ônibus. Um dia, ele terminou o namoro. Mara não se conformou. Telefonava chorando todos os dias, fazia chantagens emocionais. Ameaçava se matar. Terminaram e voltaram inúmeras vezes.

“Uma vez, ele disse que o fim era definitivo e eu tomei o vidro de Gardenal da minha mãe. A quantidade não foi suficiente para me matar – mas o susto fez ele voltar pra mim. Cada vez que a gente reatava, ele me tratava pior. Dizia que eu era burra e feia. E eu não me importava, só me interessava que ele ainda fosse meu namorado. Como se não bastasse, eu ainda comecei a fazer um enxoval para casar.”

Quando Mara tinha 24 anos, o namoro chegou mesmo ao fim. O namorado, sua obsessão, tinha uma noiva e estava de passagem marcada para São Paulo, onde a moça morava. Passou meses sem sair de casa, largou o trabalho numa loja e seu único passatempo era descobrir a melhor forma de se matar. Metrô, ponte, remédios? Só parou quando um rapaz amigo dos vizinhos pulou os obstáculos que ela construíra em torno de si mesma.

“Ele forçou a barra, aguentou minhas negativas, insistiu. Era engraçado e atencioso. No fim de alguns meses, desisti de um curso no Canadá, larguei o emprego e casei com ele. Tivemos um filho. Mas, em poucos anos, a lua-de-mel acabou. Não sei se ele cansou de mim, mas passou a me tratar mal, chegava bêbado em casa, não me dava bola. E eu só queria aquele homem. Não tinha amigos, não olhava pro lado. Acho que nem me olhava no espelho. Engordei muito.”

Aconselhada por uma vizinha que tinha feito uma dieta-relâmpago, Mara começou a tomar anfetaminas. Emagreceu vinte quilos. Mas, depois de um tempo, as crises de ansiedade começaram. Ela parou os remédios e começou a ganhar peso novamente.Voltou às anfetaminas – e se tornou dependente da euforia causada por elas. Há cerca de seis anos, teve síndrome de pânico. Não conseguia mais sair à rua. Foi abandonada pelo marido. Hoje, faz psicoterapia e frequenta o Mada.

“Eu digo que estou em recuperação, mas esta semana mesmo tive uma recaída. Estou com um namorado novo e, mais uma vez, esqueço de mim para pensar apenas nele. Não há um só minuto do dia que eu não esteja imaginando o que ele está fazendo, se está me traindo, se vai me telefonar, se está pensando em me deixar. Eu tenho me esforçado para fazer algo por mim, pelo meu prazer. Acho que vou comprar um cachorro, que é algo que sempre quis, mas nunca tive oportunidade. Se eu descobrir que me amo, vou conseguir largar esse relacionamento que me faz tão mal. Não posso mais viver assim.”

Transtornos psiquiátricos nascem em um traço genético. Mas o nível que patologia vai alcançar depende da cultura e da educação. “As pessoas já vêm em um determinado formato de como viver a vida. Mas a família, a escola, os amigos, o meio vão favorecer ou suavizar aquela tendência”, diz Ana Beatriz Barbosa. A harmonia familiar na infância, assim como a atenção dos pais, podem dar a segurança necessária a quem nasceu com o traço de transtornos do impulso como o Amor Patológico, criando um escudo de autoestima de importância vital. Da mesma forma, a ausência do amor paternal no começo da vida, quando se forma a identidade, pode transformar um traço brando em transtorno grave.

Uma vez instalado, o Amor Patológico só pode ser rompido com tratamento – psicológico, psiquiátrico ou ambos -, sendo que os grupos de apoio, como o Mada, têm se mostrado também bastante importantes no processo. Cerca de um terço dos pacientes precisa de remédios. Mas a maior parte consegue se equilibrar com terapia – o que não significa cura, mas autocontrole. O problema do Amor Patológico é de diagnóstico. Desde que o amor romântico foi inventado, as loucuras dos apaixonados foram institucionalizadas. Com o tempo, isso passa, é o que se pensa – até que o padrão comece a se repetir. O reconhecimento da doença, sua divulgação e as oportunidades de tratamento são grande passos para se salvar vidas – no sentido figurado e literal.

Revista Época
“Quando me sinto rejeitada, é como se eu sofresse um apagão. Não sei quem eu sou, nem o que é realidade. Bato, destruo, machuco. Sinto um vazio no peito, uma dor, que parece que eu vou morrer de um ataque do coração. Depois, muitas vezes, percebo que foi um sentimento por algo que não era de verdade, mas inventado pela minha cabeça. O problema é que depois eu faço tudo de novo.”

A cruzada de pernas de Kátia não passaria despercebida por nenhum homem. Professora de Educação Física, moradora do Niterói, Estado do Rio, ela gosta de usar roupas curtas, justas, decotadas, que mostram sua ótima forma aos 35 anos. Casou-se aos 25 com um colega de faculdade. O casamento ficou morno e, depois de sete anos, decidiram, de comum acordo, pela separação. Seis meses depois, ela começou a sair com um homem trinta anos mais velho e de uma classe social inferior.

“Ele era chefe da oficina mecânica onde eu costumava levar meu carro. Durante anos, sempre foi amável e brincalhão. Eu estava sozinha e ele me chamou pra sair. Fui. E me apaixonei. Eu sei que as pessoas nos olhavam na rua e pensavam como é que eu estava com um cara como aquele: mais velho, magro, feio e mais baixo do que eu. Mas ele me agradava, tinha um jeito quietinho, doce, que me conquistou. Vivi meses de lua-de-mel. Até que um dia ele começou a me rejeitar. Eu ligava e ele estava sempre ocupado. Eu marcava de sair e, na última hora, ele dava uma desculpa.”

Kátia deixou o bronzeado de lado. De manhã, antes do trabalho, em vez de pegar a praia de costume, ficava em seu carro, na rua da oficina, observando o namorado. Ele raramente saía de lá. Dali mesmo ela telefonava para ele. Se, na terceira tentativa, ele não atendesse, ela já invadia o local aos berros. Virou a atração da oficina mecânica. No começo, era alvo de risadas: um mulherão armando o barraco dia sim, dia não, era uma bela quebra na rotina. Mas, depois que destruiu dois cones da entrada, atropelados por seu carro, passou a ser temida no trabalho do namorado.

“Todos os dias, eu pensava: como é que esse cara não está nem aí pra mim? Ele devia dar graças a Deus por ter uma mulher como eu! Mas era uma falsa autoestima. Se eu me achasse realmente maravilhosa, não daria tanto vexame, não desceria tão baixo. Só que eu não conseguia mais ficar sem ele. Era uma adrenalina quando ele não me atendia. Eu queria quebrar tudo, sofria e chorava. Faltava ao trabalho toda hora.”

Kátia descobriu que o namorado não a atendia quando estava no trabalho porque era lá que ele a traía – com a moça do cafezinho. A informação foi passada por um outro mecânico, com quem ela fez amizade. Foi à oficina e espancou o namorado com sua bolsa, que tinha pedaços de metal. O homem, ferido, deu queixa na polícia. Dias depois, Kátia foi intimada a comparecer a uma delegacia.

“Ainda me lembro da cara da escrivã, me olhando. A dúvida estava no rosto dela: como é que essa mulher jovem e bonita fez isso? Eu me senti humilhada. Chorei dias seguidos. Decidi que nunca mais ia procurá-lo, mas não conseguia me desprender dele. Continuei sabendo tudo sobre ele através do mecânico que tinha ficado meu amigo – e a quem de vez em quando eu dava uns trocados. Cheguei a ligar várias vezes pro meu ex, de orelhão, só pra ouvir a voz dele. No meu sonho, ele adivinhava que era eu e dizia que me amava e que queria voltar. Eu queria a minha vida de volta, mas não conseguia.”

Há dois anos, aconselhada por uma amiga, Kátia procurou o Mada. Depois que começou, nunca largou o grupo. Estimulada pelas conversas, começou a ler sobre Psicologia e Amor Patológico. Descobriu que, com o namorado, repetia os mesmos padrões de namoros anteriores – necessidade de controle e atenção, pavor de ser rejeitada, impulsividade.

“Talvez meu ex-marido tenha sido a exceção justamente porque sempre foi dedicado e atencioso. Com ele, eu não sentia ciúmes, não tinha medo da perda. Ele me dava mais atenção do que eu a ele. Talvez nós, mulheres que amam demais, sejamos assim: as pessoas que nos amam de verdade não têm muita graça. Será que somos atraídas pela rejeição que tanto tememos?”

Coordenadora dos grupos de Amor Patológico da Santa Casa, a psicóloga Daniela Faertes fez a triagem dos inscritos e se impressionou com o número de interessados: mais de cem em apenas dois meses. Uma em cada quatro pessoas, no entanto, estava bem longe de sofrer do transtorno. “Sofrer por causa de um término de relacionamento não é doença. Ao contrário, é mais do que normal. O transtorno começa a partir do que se faz com esta dor, as ações, as reações, o padrão repetitivo”, afirma.

Recentemente, a Associação Americana de Psiquiatria, que tem sido a referência mundial na área, tem recebido críticas de que, ao incluir novas doenças em seu Manual, estaria forçando a medicalização de atitudes que não são doenças mentais, reduzindo a “normalidade”. Há um consenso, porém, de que a linha divisória entre o saudável e o normal está no dia-a-dia. Quando um transtorno ou uma mania começam a prejudicar a vida, começa aí a patologia. Ser ansioso é normal; ter crise de ansiedade a ponto de não conseguir sair de casa é doença. Gostar de limpeza é normal; lavar as mãos a cada cinco minutos é doença e se desesperar quando não há água por perto é outra. Apaixonar-se é saudável; acreditar que sem aquela pessoa o mundo acabou é Amor Patológico.

Um dos perigos dos transtornos de comportamento é o acúmulo ou a rotatividade de tipos de dependência. Para se afastar da bebida, vai-se ao jogo. Para afastar-se do jogo, vai-se à ao exagero alimentar. Para curar da comida, toma-se anfetamina. Tudo para preencher o vazio.

Próximo post: Amanhã: ela repete o padrão de relacionamento
Revista Época
“Falar sobre isso é quase tão dolorido quanto a própria dor. Só estou me tratando porque não conseguiria lidar com a perda da minha mulher. Preciso aprender a controlar meus pensamentos e a perceber que nem tudo que eu imagino é real. Depois que eu dou meus ataques e a raiva passa, tenho muita vergonha. Minha autoestima está no fundo do poço e ninguém vai me amar desse jeito.”

O administrador de empresas paulistano Walter, 33 anos, está casado há quatro. Admite que sempre foi “dependente” de suas namoradas. Não aceitava que a atenção integral de início de namoro diminuísse com o tempo. Rapidamente se sentia rejeitado. Se telefonava e elas não podiam falar, ia até onde elas estavam, tirava satisfações, dava vexame. Achou que, com o casamento, isso diminuiria. Mas o compromisso, em vez de aliviar seus estresse, só o aumentou. O dia-a-dia a dois aumentou as cobranças – e as brigas, cada vez mais violentas.

“Ela sai de casa e eu começo a pensar uma coisa ruim, que ela está me traindo ou fazendo alguma coisa sem que eu saiba. Daí em diante não consigo mais me controlar nem me concentrar em qualquer outra coisa. Quem me olha, pensa que estou calmo, trabalhando, mas, por dentro, tem um monstro em ação.”

Há um ano, numa briga – depois que o celular da mulher estava sem bateria e ele não conseguiu falar com ela – Walter a agrediu. A mulher foi para a casa da irmã. Só voltou depois de uma semana, após a promessa do marido de frequentar um psicólogo. Foi lá que Walter ouviu falar, pela primeira vez, que sofria de amor patológico. E que, muitas vezes, esta não é uma doença de um ator só – mas uma via de mão dupla. Admitir tudo isso é tão difícil para ele, e o medo de partilhar, tão arraigado, que Walter só concordou em dar entrevista por telefone, mesmo sem identificação.

“A psicóloga me fez perceber que muito do que minha mulher fazia estimulava o meu transtorno, a minha necessidade de controle, de perseguição. Ela sabia que ela era mais poderosa quando me ignorava um pouco, fazia doce ou não atendia meus telefonemas. Ela deixava eu crescer na minha raiva e explodir. Depois eu ficava mal, ela grande e eu pequeno, fraco, por tudo que eu tinha feito. No meu tratamento, estou tentando colocar o centro da minha vida em mim mesmo. Não é fácil, porque eu sou inseguro e tenho medo de ficar sozinho. Mas quero conseguir. Só assim vou poder ter um amor saudável um dia.”

Autora de best-sellers como Mentes inquietas e Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa prepara um livro sobre a Personalidade Borderline. Ainda pouco conhecido, este tipo de transtorno é caracterizado pela ausência de ligação com a realidade e a dificuldade de conexão real com o outro. Não chegam a ser psicopatas – que não têm empatia com o outro -, mas têm mais do que uma neurose, além de uma alta tendência à impulsividade. E é justamente nas relações afetivas que os problemas aparecem. “O Amor Patológico é totalmente ligado à Personalidade Borderline. São pessoas com senso de identidade quase nulo, daí precisarem de outros para dar validade a elas. Elas não amam alguém, elas na verdade precisam de quem construa um lugar no mundo para elas”, diz. Quando rejeitada ou temerosa de perder esse alguém, elas enlouquecem. Porque é como perder a própria vida.

O Amor Patológico, afirma Ana Beatriz, necessita de parceria: para cada border, há alguém com outro transtorno, mesmo que leve. Há casos em que, do outro lado, está um obsessivo compulsivo, que jamais rompe o vínculo pela obstinação em corrigir a situação. Na maior parte das vezes, porém, o par da Personalidade Border é o narcisista – ou mesmo o psicopata. O “amor louco”do outro enaltece a vaidade do narcisista, vira sua forma de ter segurança e viver. No caso do psicopata, sua falta de empatia faz com que ele trate a situação com frieza, isso quando não se diverte e tem prazer. “São esses pares complementares que geram os casais tão improváveis que muitas vezes conhecemos e nos fazem pensar: como é que isso funciona?”, diz.

Próximo Post: uma mulher tão bonita quanto insegura, que não consegue ser feliz.

Revista Época
Que fui levado a crer nesses 51 anos:

1. A felicidade humana depende da existência de um ser infinito-pessoal. Sem Deus o cobertor é curto. O frio, insuportável.

2. Ninguém falou de modo mais sublime sobre Deus do que Cristo.

3. O amor redentor de Deus revelado pelo evangelho é a história mais bela que existe.

4. A democracia -melhor forma de governo até hoje concebida pelo homem - , depende da educação, da liberdade, da igualdade social, da participação popular, do cumprimento dos pactos e da defesa dos direitos humanos para sobreviver.

5. Separar Deus de religião é condição indispensável para que o homem não perca o encanto pelo seu Criador.

6. A propensão humana à mentira e ao egoísmo só pode ser vencida pela graça de Deus.

7. A vida é dura, curta e incerta.

8. A excelência da alma é medida pelo objeto do seu amor. Não há ser mais digno de ser amado do que Deus. Devemos amar a ele e a tudo o que ele ama. Essa é a essência do verdadeiro compromisso ético.

9. O amor misericordioso é a expressão mais basilar da verdadeira experiência de conversão. Quem não se compadece do pobre e do necessitado nega a fé.

10. A beleza do universo revela a glória do Criador.

Antônio Carlos Costa
Teólogo e fundador do Rio de Paz (Filiado ao DPI da ONU
www.antonioccosta.com


“Todas as noites, quando chegava em casa, eu passava a mão na parte de cima do armário para ter certeza de que a arma estava lá. Só quando meus dedos encontravam aquele objeto frio, eu me dava por satisfeita. Então eu tomava banho, jantava e me deitava para voltar a pensar em um jeito de matar o meu ex-marido. Até hoje eu nunca soube se teria mesmo coragem de fazer isso. Mas durante muito tempo, eu tinha certeza que sim.”

A funcionária pública mineira Neuza, 53 anos, casou-se aos 18. Era virgem e não tinha terminado seus estudos. Com poucos meses de união, descobriu que era traída. Não fez nada. Soube mais duas, três, quatro vezes – sempre com mulheres diferentes, que às vezes até ligavam para sua casa. Apaixonada – ela repete -, nunca reclamou.

Ao longo dos anos, na rotina do casal, ela ficava em casa com os filhos pequenos e ele ia à vida. Um dia, César, seu marido, comprou um carro novo, conversível. Era seu sonho de consumo. Neuza imaginou que ele levaria a família para um passeio, no primeiro sábado. Mas ele disse que sairia sem eles – porque tinha companhia melhor. Ela arranhou todo o seu carro. E ganhou um olho roxo – mas não o abandonou.

“Eu era tão apaixonada que tinha certeza de que ele ia mudar. Meu amor não poderia ser em vão. Quanto mais ele me destratava, mais eu era louca por ele. Criei uma rede de informantes – na vizinhança, no trabalho dele, no clube onde eu sabia que ele ia – para controlar tudo que ele fazia. Sabia das mentiras, das amantes, me jogava na cama e chorava, chorava. Mas não pensava em ir embora. Na verdade, saber de tudo sobre ele me dava certa sensação de poder, mesmo que ele me traísse.”

Neuza não pensava em separação, mas um dia ela chegou – pelas mãos do marido. Estava envolvido com a secretária de sua empresa. Neuza voltou para a casa dos pais depois de dez anos. Mas o marido, agora ex, continuou sendo o foco de sua vida. Soube das viagens ao exterior que ele fez com a nova mulher e do apartamento novo para onde se mudaram. Fez questão de ir até lá, para xingá-los na porta do edifício. Tomava remédios para dormir, não se alimentava. No emprego, que arrumara para ajudar os pais, passou mal inúmeras vezes.

“Era muito estresse, tristeza, revolta. O único jeito de eu voltar a viver era ele não existir mais. Então eu achei que só seria feliz se ele morresse. Foi aí que comprei a arma, ajudada por uma vizinha que tinha um irmão policial. Passei a pensar uma estratégia. Era melhor na saída do prédio ou do trabalho? Era melhor eu mesma ou alguém contratado? No meu íntimo, eu queria que ele me visse apertando o gatilho. Ele tinha que saber que era eu. Mas o plano ficava só na minha cabeça.”

Deprimida, Neuza começou a beber. Sofreu um acidente de carro, perdeu o fígado. Passou a sentir fraquezas, desmaiou na rua várias vezes. Foram anos assim, sempre doente, entocada em casa, sem amigos, sem diversão. E continuou seu plano de morte – que jamais compartilhou com alguém da família.

Um dia, o filho, já adulto, descobriu a arma. Quis saber o motivo. Neuza virou bicho. Era como se seu mundo estivesse sendo invadido. Agrediu o filho. Só neste momento veio a ideia de que ela precisava de ajuda psicológica urgente. Foi quando ela viu, num jornal, uma pequena matéria sobre o Grupo Mada – Mulheres que Amam Demais Anônimas.

“Quando li os relatos, parecia que falavam de mim, dos meus sentimentos das minhas dores. Só a ideia de que eu não estava sozinha já me ajudou. Participo das reuniões há oito anos. Esqueci o meu ex-marido. Mas arrumei um novo namorado e – adivinha – tive o mesmo tipo de problema: paixão, rejeição, descontrole. Acho que vou ter que me tratar a vida inteira.”

Todas as semanas, 45 grupos espalhados em 14 capitais brasileiras – além de um em Portugal e três na Venezuela – falam do Amor Patológico, suas dores e ações em nome dele cometidas. Surgido há cerca de dez anos, o Mada espalhou-se pelo país rapidamente, com o mesmo conceito dos Alcoólicos Anônimos: auto-ajuda, discussão, acolhimento e a certeza de que ninguém nunca se cura de uma compulsão – ela é apenas controlada, um dia após o outro.

Somos uma irmandade, repetem as mulheres que frequentam as reuniões. Começam sempre com uma prece. A ideia de uma força maior é primordial para a superação. Depois falam de seus problemas, relatam os últimos dias. Opinam nas histórias umas das outras.
“O Mada faz um trabalho fantástico, cotidiano. Mas é importante, na maioria dos casos, que haja também um tratamento psicológico ou psiquiátrico”, afirma Eglacy Sophia, supervisora do setor de Amor Patológico do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Hoje eles atendem 25 pessoas. Uma das referências do Mada é o SLAA – Sex and Love Addicts Anonymous (Viciados em Amor e Sexo Anônimos). Já são 113 grupos espalhados pelos Estados Unidos.

Como no Brasil, além dos grupos de auto-ajuda, também se multiplicam os centros de atendimento médico para o Amor Patológico. No Tennessee, um centro existente há 20 anos, The Ranch, referência no tratamento de álcool de drogas, criou, há dois anos, um espaço especial para tratamento da área de relacionamentos afetivos, já com dois grupos anuais de 20 pessoas, entre homens e mulheres. Em Los Angeles, o Center of Healthy Sex já tem 50 pacientes de Amor Patológico, com apoio de psicólogos e psiquiatras.

Segundo Eglacy, a maior parte das pessoas que busca ajuda é do sexo feminino – não à toa o Mada cresceu apenas com mulheres. Mas será que elas sofrem mais com o Amor Patológico? “É da natureza feminina buscar mais ajuda e mulheres têm mais facilidade para expor seus problemas”, diz.

Analice Gigliotti, da Santa Casa, acredita que mulheres são maioria porque, por uma questão cultural, sempre deram mais importância aos relacionamentos afetivos. “Se a pessoa tem aquele aspecto da vida como prioritário para sua felicidade, e se ele não vai bem, a vida toda está ruim”, diz. Mas isso não quer dizer que homens não desenvolvam este tipo de transtorno – e com grande sofrimento.

Próximo Post: o depoimento de um homem – eles são minoria, mas também sofrem deste transtorno.

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“Quando meu amante não me quis mais, senti mais dor do que na morte da minha mãe. Logo minha mãe, que foi tão boa pra mim. Ele foi mau. Me fez sentir a mulher mais maravilhosa do mundo, depois deixou de me amar. Eu o persegui, xinguei e agredi. Minha vida se tornou ingovernável.”

O relato de Tânia, carioca, 41 anos, é interrompido pelas lágrimas inúmeras vezes. Professora, casada e mãe de um adolescente, ela se tornou viciada – no jogo e no amor. O alcoolismo do marido e a independência do filho crescido a jogaram num vazio. Há cinco anos, nas tardes livres, começou a frequentar um bingo. Era apenas um passatempo. Até que ela conheceu Paulo, solteiro e mais jovem do que ela. Em uma semana, estavam apaixonados. Uma nova rotina se fez: eles passavam as tardes apostando – quase sempre com o dinheiro dela – e, antes que ela voltasse para a família, passavam algumas horas no apartamento dele, ali perto.

“Era muita adrenalina. Da roleta à cama dele, eu me sentia numa aventura, num filme. Depois de um mês, ele disse que queria ser meu noivo. Sabia muito bem que eu era casada, mas ali no bingo, a gente vivia um mundo paralelo. Ele fez o anúncio na frente de todo o pessoal que jogava e me deu um anel, ajoelhado no chão. Eu nunca me senti tão poderosa”.

Depois de um ano, tudo começou a mudar. Paulo sumia várias tardes. Dizia que havia conseguido um trabalho, que não queria mais ser sustentado pelos pais. Tânia passou a persegui-lo. Durante dias seguidos, passava horas no estacionamento onde ele guardava o carro, para ver se ele chegava com alguém. Sua vida era saber de todos os seus passos. Subornou um porteiro. Tentou contratar um amigo para segui-lo. No bingo, quando Paulo aparecia, ela não permitia que ele conversasse com nenhuma outra mulher. Tiveram brigas públicas. Ela já não ligava para o olhar dos outros. Passaram a se agredir fisicamente.

“Eu não ligava pro meu filho, minha casa, nada. Eu vivia em função dele. Um dia, ele disse que não queria mais, que eu levava a vida dele para o fundo do poço. Falou que eu era louca. Foi pouco antes de um Natal. Na ceia, com meu marido, meu filho e o resto da família, chorei sem parar. Ninguém sabia o que eu tinha. A quem perguntava, eu dizia que estava deprimida.”

No dia seguinte, Tânia foi à casa de Paulo. A mãe atendeu a porta e ela invadiu. Começou a gritar e quebrar tudo pela frente. Agrediu o ex-namorado com socos e pontapés. Chamaram dois porteiros para tirá-la de lá. Mas ela não parou. Continuou seguindo o ex-namorado. Contentava-se em vê-lo passar na rua. Teve distúrbios de ansiedade, insônia, desmaios. A família nunca soube o motivo. Hoje, ela tem apoio psiquiátrico e participa de um grupo de apoio. Ainda pensa no ex – e sofre –, mas tem conseguido se controlar.

“Até quando, não sei. Mas esse amor ainda dói muito.” O que Tânia chama de amor pode ser, na verdade, uma doença. Dentro das classificações psiquiátricas, ela se insere nos chamados Transtornos Impulsivos do Comportamento – junto com o vício no jogo, nas compras, na comida. Nos meios médicos, é chamado de Amor Patológico – e tem sido cada vez mais reconhecido como doença.

No Rio, a Santa Casa, referência em Psiquiatria, iniciou este ano o tratamento específico deste tipo de transtorno. Doze pacientes começaram a ter sessões individuais e trabalhos em grupo. Há cinco anos, um núcleo da Universidade de São Paulo (USP) também mantém um ambulatório especializado, além de estudar o Amor Patológico. “A ideia dessa dependência afetiva é bastante nova. Esse reconhecimento é muito importante, porque é algo que causa enorme sofrimento a muitas pessoas”, diz a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa.

O Amor Patológico ainda não é, oficialmente, uma doença mental. As dependências comportamentais estão entrando, progressivamente, no Manual de Estatística e Diagnóstico das Doenças Mentais, a DSM. Trata-se da bíblia dos transtornos mentais, reelaborada periodicamente pela Associação Americana de Psiquiatria. Na próxima edição, que sairá ainda este ano, a compulsão por jogos será registrada. “Aos poucos, a coleção de registros e a existência de um padrão farão com que os transtornos sejam incluídos no Manual”, diz Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Desde a década de 80, a psicologia e medicina estão percebendo que, da mesma forma que há dependências químicas, de substâncias, há a dependência de determinados comportamentos. A novidade é a medicalização do transtorno. O reconhecimento do problema – que tem um padrão, daí ganhar um tratamento específico – é o primeiro passo para o processo de controle de atitudes que podem prejudicar vidas.

No fundo de tudo, a busca do prazer. O vício não é no jogo, na droga ou na pessoa – é no prazer. A explicação é neuroquímica: a paixão, como a droga, libera a dopamina no cérebro. É essa substância que causa a sensação de prazer, de conforto, de felicidade e bem-estar. Depois de experimentá-la, como viver sem ela? No caso do Amor Patológico, essa sensação é personificada. Como viver sem aquele alguém ou com a ideia de que ele não nos ama como gostaríamos?

Quem sofre do Amor Patológico não consegue ter um relacionamento amoroso saudável. Seu foco obsessivo é o parceiro, a relação. Aceita um relacionamento destrutivo, tolera humilhações. Sofre com a falta de atenção do ser amado – real ou imaginária. Reage de forma desesperada à rejeição. Tem necessidade de controle do outro – mesmo quando este já virou ex. Às vezes por toda a vida.

Próximo Post: a mulher que comprou uma arma e planejou a morte do marido


Revista Época


Da oração que se ora.

Do jejum que se faz.

Do hino que se canta.

Da oferta que se doa.

Do dizimo que se entrega.

Do ambiente de culto.

Das doutrinas de um segmento religioso.

Das campanhas, correntes, vigílias, rituais e toda sorte de pratica e gestual religioso.

Das teologias que tentam explica-Lo.

Das experiências transcendentes que se tem em ambientes religiosos.

Dos fenômenos espirituais.

Dos jargões, palavras de ordem, profecias, revelações e toda sorte de manifestações religiosas.

Dos templos, prédios, locais e ambientes onde reúnem.

Dos dias de reuniões.

Das roupas que se veste.

Das comidas que se come.

Das escolhas e opções tidas como pecaminosas.

Dos serviços que se presta.

Dos símbolos que se utiliza.

O Eterno está acima e é maior que tudo que se faz em nome dEle.

Sábio é não excluir ninguém usando estes aferidores que são apenas formas e lentes com as quais se tenta entender e interpretar o Eterno.

Bom é ser reverente pra com todos e aguardar, pois, há tanto mistério ainda não desvendado.

“Hoje, vemos tudo em enigmas, mas, um dia veremos plenamente” e neste dia, certamente o amor nos abraçara e nos acolherá.

Seguir a vida amando, orando, perdoando, trabalhando, repartindo, comungando, fazendo o bem, bem feito, até o fim.

Carlos Bregatim



(Acesse a introdução para ver o índice)


Exorto-vos como todas as minhas forças para alguns de vocês que Deus está tocando a consciência. Eu estou aqui para suplicar-lhes, com lágrimas se necessário, a desistirem de seus pecados secretos. Tenho pessoas aqui por quem bendigo a Deus, eu os amo, apesar de não conhecê-los. Vocês estão quase persuadidos a serem cristãos, vacilam entre dois pensamentos, desejam servir a Deus, abandonar seus pecados, mas consideram que é uma luta difícil, e agora não sabem o que será. Eu falo a ti com todo o meu amor, meu amigo – conservarás o pecado e irás para o inferno, ou deixarás seu pecado e irás ou céu. Esta é uma solene alternativa. Apresento ela a todos os pecadores que tem sido hoje despertados, que Deus tenha escolhido você, de outra maneira temo em pensar qual a alternativa poderás escolher. Os prazeres da vida são intoxicantes, seus gozos entorpecem de tal maneira, que se não lembrasse que Deus é que muda nossas vontades, não haveria esperança para você. Mas confio em Deus para resolver tal assunto.

Deixa-me colocar diante de vocês a alternativa: De uma lado está uma breve alegria, uma breve vida aqui, será pobre, pobre e breve vida; por outro lado, ha uma vida eterna e glória perpétua. De em lada há uma felicidade transitória, e depois, esmagadora aflição; no outro caso há uma sólida paz e gozo eterno e superabundante bem-aventurança. Não fico com medo de ser chamado, sendo calvinista, de arminiano, quando digo como Elias: “Até quando coxeareis entre dois caminhos? Se o Senhor é Deus; siga-o; mas se é baal, siga-o”

Mas agora, voluntariamente, faça uma escolha, e que Deus te ajude a fazê-lo! Não digam que estás indo adotar o cristianismo sem levar em conta o custo, lembre-se, sem lamúrias terás que renunciar seus prazeres. Podem fazê-lo por Cristo? Podem? Eu sei que você não pode, salvo se a graça de Deus vos conduzir nessa escolha. Mas podem dizer: “sim, pelo poder de Deus eu renuncio a todos os prazeres e atrativos da terra, as suas pombas e bugingangas”?
“Nada pode me Satisfazer Dá-me Cristo, ou morro”
Pecador, nunca te arrependerás dessa escolha, Deus te leve a tomá-la; encontrarás a felicidade aqui, e serás três vezes mais feliz por toda a eternidade.

“Mas”, dirá alguém, “Senhor, não tenho a intenção de ser religioso, e não estou de acordo com tua severidade”. Eu não peço isso; só espero, isto sim, que dê crédito a Severidade de Deus, e a severidade de Deus e dez mil vezes maior que a minha. Podes dizer que eu sou Puritano em minha pregação; Deus será Puritano quando chegar aquele grande dia. Posso ter parecido severo, mas nunca poderia ser tão severo como será o Senhor.
Eu posso passar o ferro afiado em sua consciência, mas Deus passará ferro em brasa eterna em todo teu ser um dia. Eu posso falar coisas que trovejam! Deus não as dirá, e sim as lançará sobre tuas mãos. Lembre-se que os homens podem rir do inferno, e dizer que não existe; mas eles devem rejeitar completamente a Bíblia antes de acreditarem nessa mentira. A consciência do homem lhe dize que:
“Há um inferno terrível, E dores eternas; Onde os pecadores com o diabo devem morar, Em trevas, fogo e cadeias.”
Senhores, conservarão seus pecados secretos e merecerão o fogo eterno por eles? Lembrem-se que não há opção a não ser renunciar a todos eles, pois do contrário jamais serão filhos de Deus. Não se pode ter ambas as coisas; não podem ser de Deus e do mundo, não podem ser de Cristo e do diabo, deve ser um ou outro. Ah! Que Deus lhes dê graça para renunciar a todos os pecados; pois quanto valem? São seus enganadores agora, e serão seus torturadores para sempre.

Oh, que seus olhos sejam abertos para ver a podridão, o vazio e o embuste da iniqüidade. Oh! Que Deus os leve de volta para Ele! Oh! Que Deus lhes dê graça para atravessar o Rubicão do arrependimento neste momento; para que digam: “a partir de agora é uma guerra de morte com os meus pecados; não vou manter nenhum deles voluntariamente, mas para fora com eles, fora com eles, os Cananeus, Heteus, Jebuseus, todos serão expulsos”
“O ídolo mais amado que tenho conhecid0, Seja qual for; Ajuda-me a derrubá-lo do seu trono. E adorar somente a Ti.”
“Mas, oh! Senhor, não posso fazê-lo; seria como arrancar os olhos”. Ah! Escute o que Cristo disse: “melhor é entrar com um olho só na vida, que tendo os dois olhos e seres lançado no fogo do inferno” – “Oh! Mas isso seria como arrancar um braço” – “É melhor entrar na vida coxo e manco, que ser lançado no fogo do inferno” - Oh! Quando um pecador vem diante de Deus afinal, pensas que falarás com faz agora? Deus revelará teus pecados secretos: O pecador não dirá então: “Senhor, eu considerava os meus pecados secretos tão doces, que não podia abandoná-los”

Eu imagino quão diferente será então. “Senhor”, me dizem agora, “És demasiado rigoroso;”dirão isso quando os olhos do Todo-Poderoso estiverem os mirando em ira? Podes me dizer agora: “O Senhor é preciso demais”, mas irão dizer isso diante da face do Deus Todo-Poderoso? “Senhor, tenho a intenção de conservar tal e tal pecado”. Você poderá dizer isso no Tribunal de Deus no fim? Não se atreverão fazê-lo naquele momento.

Ah, quando Cristo voltar pela segunda vez, haverá uma mudança notável na maneira como os homens falam. Posso vê-lo ali, assentado em Seu Trono. Vamos, Caifás, vem condená-lo agora! Judas, vem e lhe dê um beijo agora! Homem, qual o seu problema agora? Estás com medo? Vamos, Barrabás, veja se te preferem agora em lugar de Cristo. Blasfemo, agora é o teu momento, tens sido um homem valente, maldiga-O em sua cara agora. Agora, bêbado, caminhe cambaleante em direção a Ele agora.

Vamos , infiel, diga agora que não há um Cristo; agora que o mundo está iluminado aceso com Seu raio e a terra tremendo com os trovões até seus alicerces se esvaírem; diga a Deus agora que não há Deus; ria agora da Bíblia; zombe do agora do ministro. Vamos, cavaleiros, qual é o problema com vocês? O quê, não podem dizê-lo? Ah! Lá estão eles, fugindo para os montes e as rochas: “e dizem aos montes e as rochas: caiam sobre nós, e nos esconda da face daquele que está assentado no Trono”. Ah! Onde está agora a jactância, seu orgulho e suas glórias? Ai, ai, ai de ti naquele terrível dia de maravilhas.

Pecador secreto, que será de ti então? Saiam desse lugar sem tua máscara; sai para examinar-te, sai para dobrar seu joelhos, sai para chorar, sai para orar. Que Deus lhe dê a graça de crer! E, oh! Quão agradável é o pensamento que hoje os pecadores estão indo se refugiar em Cristo, e homens te, nascido de novo em Jesus!

Irmãos, antes de concluir, repito as palavras que causaram tanta controvérsia: é agora ou nunca, é voltar ou se perder . E digo solenemente diante dos olhos de Deus, se não for a Verdade de Deus, eu devo dar conta a Ele naquele grande dia do acerto de contas. Sua consciência lhe diz que é verdade. Leve-a para casa, e zombe de mim se quiserem; hoje eu sou inocente do seu sangue: se alguém não busca Deus, se quer viver no pecado, eu estarei limpo do seu sangue naquele dia quando for cobrado suas almas das mãos do que devia proclamar. Oh, que Deus permita que sejam limpos de uma maneira bendita!

Quando desci as escadas do púlpito no domingo passado, ou talvez, há dois domingos passados, um amigo me dirigiu uma palavras que tem permanecido em minha mente deste então: “Senhor, há nove mil pessoas hoje que não terão nenhuma desculpa no Dia do Juízo”. Isso vale para vocês também hoje. Se forem condenados, não será por falta de pregação para você, nem por falta de oração por vocês. Deus sabe que se meu coração pudesse ser partido por suas almas, eu partiria, porque Deus é minha testemunha, de como eu amo todos vocês o entranhável amor em Jesus Cristo.

Oh! Que Ele mude seus corações e os leve a Ele! Pois a morte é algo solene, a condenação é terrível, estar sem cristo é algo horrendo, estar morto em pecados é algo pavoroso. Que Deus os guie a ver as coisas como são, e os salve por Sua misericórdia! “Aquele que crê e for batizado, será salva.”

"Senhor, esquadrinhe minha alma, prove cada pensamento;
Embora o meu coração não me acuse
De caminhar com um falso disfarce,
Rogo o julgamento dos Teus olhos.

Que perversidade secreta se oculta em mim?
Estou cedendo ante algum pecado desconhecido?
Oh! Mude meus passos quando me extraviares
E conduze-me em Teu caminho perfeito.”
 "Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos...

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!"
Via
Vai meu Filho, vai ser um bebe indefeso, um menino brincalhão, um jovem trabalhador, um aprendiz de carpinteiro, um profissional respeitável, um filho amado, um irmão exemplar, um amigo, um rabi, o Messias. Vai meu filho, vai ser o melhor ser humano que o universo conheceu.

Vai meu Filho ser a esperança deles. Vai ser o Redentor deles. Vai ser o Salvador deles.

Vai meu Filho, vai levar-lhes a melhor de todas as noticias. Diga-lhes que estou me reconciliando com eles através de voce. Vai e traga-os todos de volta pra mim, para o meu coração.

Vai meu Filho, vai viver entre eles e mostre-lhes que é possível ser humano e que a humanidade me alegra. Vai ensinar-lhes como ser gente em todas as circunstancias. Vai meu Filho, vai ser o Amor Encarnado, sim, vai, ensina-lhes a amarem-se uns aos outros. Ensina-lhes a me amar, pois, no final, nos sentaremos todos à mesa pra celebrar.

Vai meu Filho, vai e prepara-os pra que sejam a minha morada, a nossa morada.

Vai meu Filho, meu Amado, o Pão do Céu, sim, vai, pois eu os amo apaixonadamente. 


 (O Eterno)

Carlos Bregantim

(Acesse a introdução para ver o índice)


Agora, João, você acha que não há nada errado em uma coisa até que alguém veja, não é? Sente que é um grande pecado que teu patrão descubra que você está roubando o caixa, mas que não é nada demais se ninguém descobre o seu pecado. E você, senhor, que imagina que é muito grave tua fraude nos negócios se fores descoberto e levado a justiça, mas se não fores descoberto, está tudo bem: Não diga nada a esse respeito, Sr. Spurgeon, se trata de negócios, e não deves se intrometer nos negócios; as fraudes que não são descobertas, não devem representar nenhum problema para você. A medida comum de pecado é a sua notoriedade. Mas eu não acredito nisso. Um pecado é um pecado, se o cometes em segredo ou diante do mundo inteiro.

É curioso como os homens medem a culpa. Um trabalhador da estrada de ferro põe o sinal equivocadamente e ocorre um acidente; o homem é julgado e severamente censurado. No dia anterior também tinha colocado um sinal errado, mas não houve acidente algum e, portanto, ninguém o acusou por seu descuido e relaxamento. Mas foi exatamente o mesmo erro – com acidente ou sem acidente; o acidente não gerou a culpa, mas o ato – mas sem a notoriedade e a repercussão. Era sua responsabilidade ser cuidadoso. E ele é tão culpado na primeira como na segunda vez que, em sua negligência, expôs vidas humanas ao perigo mortal. Não meça o pecado pelo que outras pessoas dizem sobre ele, mas pelo que Deus diz a respeito dele, e como suas consciências protestam contra ele.

Agora, eu sustento que o pecado secreto, em qualquer circunstância, é o maior pecado, porque o pecado secreto implica que o homem que o comete tem aninhado e acalentado o ateísmo em seu coração. Se me perguntarem como pode ser isso? Eu respondo que essa pessoa pode até professar ser um cristão, mas eu lhe direi na sua cara que é um ateu na prática, se se esforça para manter uma profissão respeitável diante dos homens, e transgride em secreto. Diga-me, acaso não é um ateu aquele que diz que há um Deus, mas que ao mesmo tempo se importa mas com os homens do que com Deus?

Não é a própria essência do ateísmo, não é negação da divindade do Altíssimo, quando homens dão pouco valor a Deus e dão máxima importância aos olhos da criatura do que a observação do Criador? Há pessoas que por nada no mundo diriam palavras torpes na frente de um ministro, mas podem dizer normalmente sabendo que Deus está vendo. Esses são ateus. Há alguns que não iriam trapacear nos negócios por nada no mundo se souberem que serão descobertos, mas podem fazê-lo sabendo que Deus vê, isto é, valorizam o olho humano muito mais do que os olhos de Deus; e pensam que é pior ser condenado pelos homens do que ser condenado por Deus. Chame-o como quiserem, mas seu nome correto é ateísmo prático. É uma desonra para Deus; é destroná-lo, é colocá-lo abaixo de suas criaturas. E o que é isso senão negar a sua Divindade?

Irmãos, eu imploro que não incorram na culpa dos pecados secretos. Ninguém pode pecar pouco em secreto, pois certamente cairá em mais pecados. Ninguém pode ser um hipócrita e dizer ter uma falta moderada. Irá de mal a pior, e continuará assim até que sua culpa seja publicada, será então exposto como o pior e mais duro dos homens. Atribuam a mais severa importância a culpa do pecado secreto.

Ah! se eu pudesse falar como Rowland Hill fazia, fazendo as pessoas sentirem que estava falando pessoalmente para elas e as fazerem tremer! Se diz que quando ele pregava, não havia nenhum homem junto a janela que fosse, ou no meio da multidão, ou sentado na galeria, que não falasse: “Hey – é para mim que você está pregando, está falando acerca dos meus pecados secretos”. E quando ele proclamava o onisciência de Deus, é dito que os homens estavam inclinados a acreditar que estavam vendo Deus ‘corporalmente’ entre eles, olhando-os. E quando ele terminou o sermão, escutavam uma voz sussurrando em seus ouvidos: “Pode alguém se esconder, diz o Senhor, em um esconderijo que Eu não veja? Eu não encho, diz o Senhor, o céu e a terra?”

Eu gostaria de poder fazer o mesmo. Fazer com que cada homem olhasse para si e descobrisse seu pecado secreto.

Vamos, irmãos, o que é? Traga-o a luz do dia; talvez ele morra sob a luz do sol. Aquilo que não gostaria se fosse descoberto. Diz agora a tua própria consciência o que é. Olhe em sua face; confesse diante de Deus, e Ele te dará graça para vencer este pecado e qualquer outro, e te levará para Ele em pleno propósito e de todo coração! E eu acrescento isso para ti, que a sua culpa é culpa, se for descoberta ou não, e se existe alguma diferença é para pior, pois é uma culpa maior, porque tem sido secreta. Deus nos livre da culpa do pecado secreto! “Livra-me do que me são ocultos”.