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Amor é uma coisa, apego é outra. No primeiro caso, a base é a liberdade. No segundo, o sufocamento, o auto engano.

Quem ama enxerga. Discerne a hora de ir, voltar, dizer, calar. Amar implica em ser sábio, paciente para maturação dos processos. É preciso ter calma para entender o tempo de cada coisa. É preciso ter calma e enxergar-se.

Há situações difíceis envolvendo pessoas que se amam. Pais que sobrecarregam os filhos, cônjuges que não se respeitam mais, amigos que não se perdoaram, gente vinculada por alguma magoa, pesada como uma corrente presa aos pés, tropeçando, caindo, tentando levantar.

Desapego é livrar-se da corrente, jamais das pessoas.

Pode ser preciso afastar-se por um tempo para se recuperar, ter seu próprio espaço, mudar de ambiente. Talvez seja o contrário, hora de aproximar-se, diminuindo a distância que gerou o mal entendido, quem sabe uma conversa franca e aberta seja suficiente? Não há fórmulas prontas. Apenas livre-se das correntes e saberá o que fazer. Isso é desapego.

Você pode pensar que “se apegou” a alguém. Isso é impossível. O apego está ligado à sua insegurança, aos seus medos, vazios, que se projetam em alguém.

Você não está preso à pessoa, mas em si mesmo. Podem ser pais, amigos, marido, esposa, filhos, até o cachorro. Conheço uma mulher com quase 40 anos que trata seu bicho de pelúcia como filho. O apego não está no bicho, mas nos vazios dela. O bicho só recebe essa carga. Ela não precisa se livrar do bichinho, mas encarar seus vazios.

Desapego é abrir mão do excesso. É a coragem de enxergar-se nos maus entendidos, assumir sua responsabilidade nos desgastes, repensar até que ponto tem contribuído para que as coisas estejam fora de controle. É livrar-se da corrente e prosseguir com leveza, em amor.

Amor gera auto crítica porque amor é consciência. É a gênese das desconstruções, do livrar-se da sobrecarga, do silêncio necessário para entender as causas, enxergar aonde tem errado, ter coragem para abrir mão do que precisa ficar para trás.

Jamais abandone as pessoas, ainda que em alguns casos a distância seja necessária. Jamais se omita diante da necessidade de alguém, mesmo que existam situações aonde o silêncio é mais eloquente. Nunca mate outro ser humano dentro de você, mesmo que seja importante afastar-se.

Desapego é enxergar-se no que te aflige, seja o que for, abrir mão do sentimento de vítima, entender aonde alimenta os processos e assumir que não precisa ser assim. É pacificar-se e prosseguir, amando as pessoas em liberdade, deixando as correntes pelo caminho.


SEMPRE TOMAMOS TODAS AS VACINAS: Febre amarela, febre tifoide, polio, hepatites A, B, C, D, E, F... E Malária? NÃO HÁ VACINA CONTRA A MALÁRIA. Malária se pega. Corre-se esse risco, é como a dengue. Tem que andar o dia inteiro bezuntado de repelentes. Aí tem gente que nos diz: "Bom, agora que um de vocês está quase morrendo, tá na hora de parar com isso, né?" ou "melhor se prevenir melhor, imprudência, né" ou "Chega, vocês vão pro céu já".

Deixa eu falar uma coisa de uma vez por todos: Ainda que morrêssemos TODOS, não vamos parar! Até porque, nesse caso, serviríamos de semente para a próxima geração a cruzar fronteiras por Amor! Morrer no Campo? Vixe, seria um puta orgulho! rsrs... Sabe aquele sentimento que faz um terrorista jogar um avião sobre um prédio? Sim, é o "mesmo"! SE O MAL PODE RECRUTAR GENTE PARA FAZER LOUCURAS EM SEU NOME, PORQUE O AMOR E O BEM NÃO TERIAM ESSE PODER? 

Portanto, dispenso a aflição dos que tem pena de nós. Morrer? Adoecer? FAZ PARTE! Nada nos assusta: nem Boko Haram, nem Ebola, nem sarna, nem macro-inimigos, nem micró-bios. Não somos suicidas, nem mártires, nem heróis, nem anjos, tanto que todos os dias abrimos mãos de ousadias maiores. Somos tão gente que um mosquito pode nos levar ao coma! Somos prudentes, amamos nossas vidas e famílias. Mas malária? Ora, tem gente que já pegou mais de 20 vezes. Nós - os outros expedicionários - podemos tê-la incubado ainda. Podemos estar todos doentes sem o saber! E se for o caso, é lógico que vem mais desgraçado sofrimento, mas sem comparação alguma com a "glória do porvir"! 

Sem questão nenhuma com Deus! Ninguém aqui quer ir para o céu não. Foi de lá que viemos! Ninguém aqui quer chegar em Deus. Ele já se achegou a nós. A gente não vai pra ser amado, a gente vai porque se sabe AMADO! A gente é feito da mesma merda que todo mundo, mas difícil é aguentar de 5 em 5 minutos gente que acha que estamos de turismo missionário, e agora que ficou "sério", vamos parar a "brincadeira". Não ficou sério não. Sempre foi! O risco é inerente, faz parte!!! Eu nunca iria à Nigéria passar férias. Nunca iria para agradar ninguém! OBRIGADO AOS QUE CARREGAM PREOCUPAÇÕES DE CARINHO, MAS NÃO NOS TENTEM, POR FAVOR. As coisas de Deus não se explicam pelas lógicas humanas, e muito menos de uma humanidade desumanizada, egoísta, fresquinha, dependentes de ar condicionados pra se sentir bem e morrendo de medo de sentir dor!

GITO WENDEL? (Voluntário doente)
Ora, vocês ainda o verão no Campo de novo! "O perigo é não amar!"

Marcelo Quintela
Caminho Nações - Way to the Nations
SEMPRE TOMAMOS TODAS AS VACINAS: Febre amarela, febre tifoide, polio, hepatites A, B, C, D, E, F... E Malária? NÃO HÁ VACINA CONTRA A MALÁRIA. Malária se pega. Corre-se esse risco, é como a dengue. Tem que andar o dia inteiro bezuntado de repelentes. Aí tem gente que nos diz: "Bom, agora que um de vocês está quase morrendo, tá na hora de parar com isso, né?" ou "melhor se prevenir melhor, imprudência, né" ou "Chega, vocês vão pro céu já".

Deixa eu falar uma coisa de uma vez por todos: Ainda que morrêssemos TODOS, não vamos parar! Até porque, nesse caso, serviríamos de semente para a próxima geração a cruzar fronteiras por Amor! Morrer no Campo? Vixe, seria um puta orgulho! rsrs... Sabe aquele sentimento que faz um terrorista jogar um avião sobre um prédio? Sim, é o "mesmo"! SE O MAL PODE RECRUTAR GENTE PARA FAZER LOUCURAS EM SEU NOME, PORQUE O AMOR E O BEM NÃO TERIAM ESSE PODER? 

Portanto, dispenso a aflição dos que tem pena de nós. Morrer? Adoecer? FAZ PARTE! Nada nos assusta: nem Boko Haram, nem Ebola, nem sarna, nem macro-inimigos, nem micró-bios. Não somos suicidas, nem mártires, nem heróis, nem anjos, tanto que todos os dias abrimos mãos de ousadias maiores. Somos tão gente que um mosquito pode nos levar ao coma! Somos prudentes, amamos nossas vidas e famílias. Mas malária? Ora, tem gente que já pegou mais de 20 vezes. Nós - os outros expedicionários - podemos tê-la incubado ainda. Podemos estar todos doentes sem o saber! E se for o caso, é lógico que vem mais desgraçado sofrimento, mas sem comparação alguma com a "glória do porvir"! 

Sem questão nenhuma com Deus! Ninguém aqui quer ir para o céu não. Foi de lá que viemos! Ninguém aqui quer chegar em Deus. Ele já se achegou a nós. A gente não vai pra ser amado, a gente vai porque se sabe AMADO! A gente é feito da mesma merda que todo mundo, mas difícil é aguentar de 5 em 5 minutos gente que acha que estamos de turismo missionário, e agora que ficou "sério", vamos parar a "brincadeira". Não ficou sério não. Sempre foi! O risco é inerente, faz parte!!! Eu nunca iria à Nigéria passar férias. Nunca iria para agradar ninguém! OBRIGADO AOS QUE CARREGAM PREOCUPAÇÕES DE CARINHO, MAS NÃO NOS TENTEM, POR FAVOR. As coisas de Deus não se explicam pelas lógicas humanas, e muito menos de uma humanidade desumanizada, egoísta, fresquinha, dependentes de ar condicionados pra se sentir bem e morrendo de medo de sentir dor!

GITO WENDEL? (Voluntário doente)
Ora, vocês ainda o verão no Campo de novo! "O perigo é não amar!"

Marcelo Quintela
Caminho Nações - Way to the Nations

Em uma conversa de almoço com os companheiros de trabalho, fiz uma piada com um deles que usava uma camisa preta com desenho de uma caveira. Perguntei a um que estava do lado - conhecido como "Pastor" - sobre o que ele achava de um cara que diz que acredita em Deus usar uma camiseta daquelas. Fiz a piada só pra fazer piada com o dono da camiseta mesmo.

Em um tom de descontração ele respondeu que quando tinha a idade dele a mãe não deixava usar um tipo desses, nem ao menos um camiseta preta. Beleza, todos terminaram o almoço e foram embora, então numa conversa mais particular ele questionou. "Pra mim alguém que se confessa cristão deve andar como um cristão para que as pessoas vejam que ele é". Afirmei respondendo que Jesus disse que seremos reconhecidos como dEle se amarmos uns aos outros e não por causa de vestimentas. Ele retrucou respondendo que a "bíblia" diz: "Me diga com quem andas, e eu te direi quem tu és". Eu ri e disse que apesar de ter sentido isso não é bíblico, é apenas um ditado popular. Ele reconheceu o equivoco então rimos.

Não sei se ele mudou de ideia, mas isso me preocupou. Não fiquei incomodado apenas com nosso pré-conceito que julga as pessoas através do que elas se vestem ou com quem elas andam. Somos o que somos. O que você é vai fazer você fazer. Fazendo mostrará quem é. O problema é que não só somos julgados pelo que parecemos, mas as vezes queremos ser o que não somos, e a partir dai, aparentamos ser.

Sabe quem perde nisso tudo? Todos! Um julga sem conhecer, só pelo que vê. O outro valoriza o parecer, porque não o é, e assim esconde o que realmente é - que não deve ser coisa boa. Os dois colocaram um obstáculo a frente - ou melhor, um buraco. Eles tem um relacionamento? Sim. Há conexão? Não. Um se priva de conhecer porque já descobriu o que é vendo. O outro atua um outro ser que não é. Ninguém conhece ninguém.

Esse é o tipo de relação que temos tido uns com os outros. De preconceito e de hipocrisia. Ninguém se trata. Todos escondem. Ninguém é. Um só enxergou o que não é. Um outro tipo quis parecer que é, mas não é.

Qual desses eu sou? Será que sou os dois? Aqui já está claro o que devemos fazer. Nunca diga que alguém é só pelo o que ela veste ou com quem ela anda. Primeiro que nem é da nossa conta. Não aparente ser alguém que não é. Isso só faz mal a você mesmo. Perdemos e MUITO quando não existe verdadeira conexão uns com os outros.
"Verdade no olhar me fala muito mais do que palavras lindas ditas sem pensar. O amor esta contido no que a gente faz, na atitude de se aproximar." [Crombie]


Escolhi Esperar, Em Busca da Costela Perdida (é verdade, existe esse evento!), Holy Fest (Corte X Namoro) são alguns dos movimentos evangélicos cujo o objetivo é direcionar as pessoas sobre como deve ser um namoro dos cristãos. Discutem o que pode ou não pode (segundo a bíblia no olhar deles), argumentam a vantagem de se "esperar". Bom isso já foi postado aqui (Clique aqui). Então a Igreja promove apoio (até de mais) pra quem deseja casar.

Mas... e pra quem não quer casar?

Já foi postado aqui um artigo relacionado aos relacionamentos que se relacionalizam muito pouco (oO). Fiz a pergunta "Porque os relacionamentos tem durado tão pouco?" as pessoas no meu ASK cujo as respostas eu coloquei no artigo (Clique aqui). 

Dentre todas as resposta, talvez o maior motivo é não querer viver a forma complicada de ser dois, uma só carne. Sim. Não digo apenas do medo que alguns tem desse relacionamento não durar mas sim o viver casado. Os problemas com a família de ambos, com os filhos, com os sentimentos, com a paciência e tolerância, com os limites e opiniões de cada um e o tempo ao qual deve dedicar. A quem não queira viver assim.

A quem queria guardar o coração pra sempre, uma vez sabendo que dele procede a fonte da vida, o vigor (Prov. 4:23). A quem tenha planos profissionais ou mesmo religiosos (como ser missionário) que casado complicaria muito. Ap. Paulo aconselha "Aos solteiros e às viúvas, digo que seria melhor que ficassem como eu (sem se casar)". Leia I Coríntios 7. A quem tem problemas neurológicos (mesmo que pequenos) e sexuais e portanto decida continuar solteiro, porém não vejo esse apoio a solicitude. Se já não basta as tias perguntando se estamos namorando, ainda é preciso superar as piadinhas dos irmãos como "ah, ele não vai casar, ele vai ser eunuco". E se ele quiser? Isso é mesmo motivo pra chacota?

Não defendo a libertinagem do ser "desapegado", que gosta da pratica de se estar junta mas não se compromete ao outro "se não são capazes de dominar seus desejos, então se casem, pois é melhor casar-se do que ficar fervendo.". O meu papel aqui é criticar a Igreja que não se sensibiliza e nem apoia aos que escolhem permanecer solteiros, e também desejo remover o fardo de quem assim decide caminhar.

Pense, observe, planeje, ore, caminhe e tome suas próprias decisões!

Escolhi Esperar, Em Busca da Costela Perdida (é verdade, existe esse evento!), Holy Fest (Corte X Namoro) são alguns dos movimentos evangélicos cujo o objetivo é direcionar as pessoas sobre como deve ser um namoro dos cristãos. Discutem o que pode ou não pode (segundo a bíblia no olhar deles), argumentam a vantagem de se "esperar". Bom isso já foi postado aqui (Clique aqui). Então a Igreja promove apoio (até de mais) pra quem deseja casar.

Mas... e pra quem não quer casar?

Já foi postado aqui um artigo relacionado aos relacionamentos que se relacionalizam muito pouco (oO). Fiz a pergunta "Porque os relacionamentos tem durado tão pouco?" as pessoas no meu ASK cujo as respostas eu coloquei no artigo (Clique aqui). 

Dentre todas as resposta, talvez o maior motivo é não querer viver a forma complicada de ser dois, uma só carne. Sim. Não digo apenas do medo que alguns tem desse relacionamento não durar mas sim o viver casado. Os problemas com a família de ambos, com os filhos, com os sentimentos, com a paciência e tolerância, com os limites e opiniões de cada um e o tempo ao qual deve dedicar. A quem não queira viver assim.

A quem queria guardar o coração pra sempre, uma vez sabendo que dele procede a fonte da vida, o vigor (Prov. 4:23). A quem tenha planos profissionais ou mesmo religiosos (como ser missionário) que casado complicaria muito. Ap. Paulo aconselha "Aos solteiros e às viúvas, digo que seria melhor que ficassem como eu (sem se casar)". Leia I Coríntios 7. A quem tem problemas neurológicos (mesmo que pequenos) e sexuais e portanto decida continuar solteiro, porém não vejo esse apoio a solicitude. Se já não basta as tias perguntando se estamos namorando, ainda é preciso superar as piadinhas dos irmãos como "ah, ele não vai casar, ele vai ser eunuco". E se ele quiser? Isso é mesmo motivo pra chacota?

Não defendo a libertinagem do ser "desapegado", que gosta da pratica de se estar junta mas não se compromete ao outro "se não são capazes de dominar seus desejos, então se casem, pois é melhor casar-se do que ficar fervendo.". O meu papel aqui é criticar a Igreja que não se sensibiliza e nem apoia aos que escolhem permanecer solteiros, e também desejo remover o fardo de quem assim decide caminhar.

Pense, observe, planeje, ore, caminhe e tome suas próprias decisões!

O amor! Talvez a palavra mais repetida, e a menos vivida. A mais almejada, mas também a menos abraçada. A quem diga que uma poesia só fica boa se o poeta não é correspondido. É na falta, na falha, do desejo do que não tem, ou saudade do que um dia teve.

De todas as facetas que o amor tem (ao próximo, ao parente, as coisas, a si próprio, ao conjuge, a Deus), nenhuma deixa de ter o principal - e talvez único - obstáculo. O medo e esse medo é de Entregar.

Amar é doar-se, desprender-se, renunciar-se. Em outras palavras é entrega. É impossível amar e não se entregar. Entrega é o começo, é o meio, é o fim de se amar. Portanto, o medo de se entregar se torna o principal oposto de se amar, pois não se ama se não entrega.

Então, porque existe esse medo?

Perda! Quem entrega oferece, dá, e portanto, perde, então quem quer perder? Seria então louvável não amar, ou amar pouco para não perder ou perder pouco?

Já dizia Beto Guedes, poeta e cantor, que "o medo de amar é o medo de ser livre". Isso implica que quem vive segundo o amor se torna responsável por aquilo que faz, parafraseando o Pequeno Príncipe "você se torna responsável por aquilo que cativas". Porém, vou TAMBÉM (porque não elimino o fato do medo da liberdade) o medo de se tornar preso e as pessoas não querem ser presas a nada e ninguém.

O verdadeiro amor é em primeiro lugar, aquele que não pensa em si mesmo. O amor não é pra você, é para o outro. Se aprendermos isso haverá uma revolução no nosso ato de conectar! Por isso o amor não pode ser exigido. Por isso o amor espera, suporta, sempre acreditando.

Portanto, o medo de amar é o medo de se entregar e a cura para esse medo é, paradoxalmente, é amar de verdade (não pensando primeiramente em si mesmo) pois "o amor perfeito lança fora todo medo". É o amor louco que não exige razão, apenas valor, sentimento e ato de amar.

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius de Moraes


Ah! A Páscoa está chegando! Feriado prolongado, ovos de chocolate deliciosos - e cada vez mais caros - e filme de Jesus em quase todos os canais. Sim, a séculos temos comemorado assim essa data, porém sabemos como surgiu a pascoa? Quem a criou? Algumas já sabem, mas, o que Jesus tem haver com ela?

A Páscoa surge no tempo em que Moisés tentava salvar o povo de Israel do Egito e está descrita em Êxodo 12: 1-13. Segue abaixo:
Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas, disse Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
Onde Jesus entra nessa história?

O Antigo Testamento, apesar que muitos não entenderem isso, é apenas analogia, uma seta que direcionava a Jesus. Conseqüentemente, a Páscoa deve indicá-lo e talvez seja a mais evidente descrita nas Escrituras, pela referência ao Cordeiro, já simbolizado uma vez na história de Abraão ao qual foi o sacrifício substitutivo por Deus e por Jesus ter sido morto na Páscoa.

A consumação do símbolo acontece nele quando um Cordeiro deveria ser imolado para que a morte se desviasse deles. Essa foi a ultima praga que libertou o povo de Israel levando-os em direção a terra prometida. Da mesma forma, Jesus foi o sacrifício propiciatório onde a morte se desviou de nós atingindo ele. É mais ou menos aquela cena de filme onde alguém atira e o outro entra na frente. Aquele que crer, a ira de Deus (morte) seria desviada no Cordeiro, o primogênito de Deus, para que recebessemos liberdade e fosse transportados para a Terra Prometida.

O mais interessante é que esta festa se transformou em um mandamento.
"Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua." - Êxodo 12, 14
E, voltando nossa máquina do tempo a Jesus, durante a Ceia, vemos a cena de Jesus partindo o pão e o vinho, simbolizando seu corpo e sangue que seria rasgado e derramado em prol da salvação dos que iriam crer e termina dizendo que isso deveria ser feito sempre, em memória dele, para que não esquecessem que Deus os salvou.

Concluindo. A Páscoa e a Semana Santa não tem nada haver com nossa cultura consumista de Ovos de Chocolate - apesar de muito bom - , e nem com a cultura religiosa fazendo abstenção de carne bovina e suiná. Tem haver com Jesus e o seu sacrifício. Por tanto desse dia, ao partir do pão, ou mesmo do Ovo de Pascoa, lembre-se que:
"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido.Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós." - Profecia de Isaías.

- "Com quem você saiu no amigo secreto?" Me perguntaram.
- Com ninguém. Não estou participando.
- "Porque não está participando?"
- Não sou fã de Natal, pra mim é só mais uma festa de churrasco com a família. Pra mim tanto faz
- "Odeio quando a pessoa fala que Natal é só mais uma data. Eu gosto do clima natalino.
- Eu também gosto de clima natalino. Casas enfeitadas, neve caindo e cobrindo o telhado, bonecos de neve nos jardins, gente bem agasalhada por causa do frio, fumaça saindo da boca. OPS! Estamos no Brasil ;/

Me diga. Quando se fala em Natal, quais são as primeiras coisas que você pensa? Papel Noel? Shopping com decoração natalina? Amigo Secreto? Presentes? Comida?

Natal não era pra lembrar do nascimento do Menino Rei?

Mas e o fato de Jesus não ter nascido dia 25 de Dezembro? Não existe documentos históricos ou relatos da bíblia que comprove ou indique que seja essa data. Na verdade há teorias que ele tenha nascido em Outubro (Clique aqui). É mais uma data comemorativa e simbólica criado pra assim lembrarem do acontecido onde pessoas presenteariam umas as outras. Se não acredita, pesquise!

Então. O que é o Natal?

Devo dizer em estatísticas que o Natal é a evento comemorativo mais lucrativo do mundo! Nele pessoas gastam o que tem e até o que não tem para supri-los de tal desejo do consumismo que nada mais é que comprar o que não precisa. Quer a prova? Pergunto aonde foi parar nosso 13º Salário. E quem não é filho dessa sanguessuga? Tenho o celular da moda, mas já estou achando ele ultrapassado. O capitalismo nos faz enxergar tudo que temos como descartável.

O Natal não pode ser só uma data!

Ele não tem um sentido em si mesmo, porém, podemos significá-lo! A minha maior e talvez unica expectativa dessa data é a oportunidade de ser solidário. Solidário não só com cestas básicas, ou dinheiro, mas com carinho, afeto, amor, atenção que se dá a família e aos amigos!

Ajude pessoas, mobilize-se para os de fora e para os de dentro. Se Natal é presente, é amor, é solidariedade, é união, então NATALIZE A VIDA! Porque não fazer mais "Natais" no ano?

Natal pra mim é só mais um dia, que eu queria que fosse todo dia!

(...)

Tenho uma frase em um dos meus textos que sugere ”antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz”. Nenhum homem, ou mulher, ou quem quer que seja, aguenta essa sobrecarga. É natural. Nem pai, nem mãe, ninguém.

Ser feliz é responsabilidade de cada um, mas nunca entenderemos isso, nunca seremos felizes, nunca encontraremos o que estamos procurando, parece que tudo continuará eternamente vazio enquanto projetarmos em alguém, em algo ou em qualquer coisa que estiver fora da gente.

Continuaremos cativos das emoções, hora radiantes, felizes, apaixonados, hora deprimidos, desesperançosos, autovitimizados, como se não houvesse lugar para gente nesse mundo.

Nosso lugar nesse mundo é o único onde cabe o mundo inteiro: nossa interioridade.

Portanto, aquiete-se. Esqueça as possibilidades, independente de quais sejam, de encontrar a felicidade fora de você. Isso não existe.

A boa notícia é: em você, há felicidade, há paz, há Deus, então, descanse, não de ouvidos para o choro, as lamentações e ruídos produzidos por sua mente. Ela apenas tenta fortalecer seu ego, ainda que de forma negativa, para que você se enfraqueça, se desvie de si mesmo.

Não faça mais nada. Não tente. Não corra atrás. Não projete. Não faça planos. Não se desespere. Apenas pacifique-se e, silenciosa, simplesmente ouvirá. Pacificada, simplesmente verá. Está tudo ai em você, não fuja e, lembre-se: antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz. Eu sei que vai conseguir. Vai sim.

 Flavio Siqueira
“Passei a vida me sabotando. Fui maltratada por todos os homens com quem me relacionei. Mas a culpa foi minha, que aguentava. Talvez eu até já procurasse quem tivesse essas atitudes. Não é possível ser coincidência. E, mesmo humilhada, eu sempre vivi a vida deles, nunca a minha.”

A carioca Mara, 39 anos, arquiteta, apaixonou-se “perdidamente” aos 15 anos. O relacionamento era sua prioridade, acima dos estudos, das amigas, da família, de seus próprios gostos. Quando ele foi para a faculdade e ela continuou no ensino médio, gostava de segui-lo de manhã cedo pelas ruas, quando ele saía de casa para pegar o ônibus. Um dia, ele terminou o namoro. Mara não se conformou. Telefonava chorando todos os dias, fazia chantagens emocionais. Ameaçava se matar. Terminaram e voltaram inúmeras vezes.

“Uma vez, ele disse que o fim era definitivo e eu tomei o vidro de Gardenal da minha mãe. A quantidade não foi suficiente para me matar – mas o susto fez ele voltar pra mim. Cada vez que a gente reatava, ele me tratava pior. Dizia que eu era burra e feia. E eu não me importava, só me interessava que ele ainda fosse meu namorado. Como se não bastasse, eu ainda comecei a fazer um enxoval para casar.”

Quando Mara tinha 24 anos, o namoro chegou mesmo ao fim. O namorado, sua obsessão, tinha uma noiva e estava de passagem marcada para São Paulo, onde a moça morava. Passou meses sem sair de casa, largou o trabalho numa loja e seu único passatempo era descobrir a melhor forma de se matar. Metrô, ponte, remédios? Só parou quando um rapaz amigo dos vizinhos pulou os obstáculos que ela construíra em torno de si mesma.

“Ele forçou a barra, aguentou minhas negativas, insistiu. Era engraçado e atencioso. No fim de alguns meses, desisti de um curso no Canadá, larguei o emprego e casei com ele. Tivemos um filho. Mas, em poucos anos, a lua-de-mel acabou. Não sei se ele cansou de mim, mas passou a me tratar mal, chegava bêbado em casa, não me dava bola. E eu só queria aquele homem. Não tinha amigos, não olhava pro lado. Acho que nem me olhava no espelho. Engordei muito.”

Aconselhada por uma vizinha que tinha feito uma dieta-relâmpago, Mara começou a tomar anfetaminas. Emagreceu vinte quilos. Mas, depois de um tempo, as crises de ansiedade começaram. Ela parou os remédios e começou a ganhar peso novamente.Voltou às anfetaminas – e se tornou dependente da euforia causada por elas. Há cerca de seis anos, teve síndrome de pânico. Não conseguia mais sair à rua. Foi abandonada pelo marido. Hoje, faz psicoterapia e frequenta o Mada.

“Eu digo que estou em recuperação, mas esta semana mesmo tive uma recaída. Estou com um namorado novo e, mais uma vez, esqueço de mim para pensar apenas nele. Não há um só minuto do dia que eu não esteja imaginando o que ele está fazendo, se está me traindo, se vai me telefonar, se está pensando em me deixar. Eu tenho me esforçado para fazer algo por mim, pelo meu prazer. Acho que vou comprar um cachorro, que é algo que sempre quis, mas nunca tive oportunidade. Se eu descobrir que me amo, vou conseguir largar esse relacionamento que me faz tão mal. Não posso mais viver assim.”

Transtornos psiquiátricos nascem em um traço genético. Mas o nível que patologia vai alcançar depende da cultura e da educação. “As pessoas já vêm em um determinado formato de como viver a vida. Mas a família, a escola, os amigos, o meio vão favorecer ou suavizar aquela tendência”, diz Ana Beatriz Barbosa. A harmonia familiar na infância, assim como a atenção dos pais, podem dar a segurança necessária a quem nasceu com o traço de transtornos do impulso como o Amor Patológico, criando um escudo de autoestima de importância vital. Da mesma forma, a ausência do amor paternal no começo da vida, quando se forma a identidade, pode transformar um traço brando em transtorno grave.

Uma vez instalado, o Amor Patológico só pode ser rompido com tratamento – psicológico, psiquiátrico ou ambos -, sendo que os grupos de apoio, como o Mada, têm se mostrado também bastante importantes no processo. Cerca de um terço dos pacientes precisa de remédios. Mas a maior parte consegue se equilibrar com terapia – o que não significa cura, mas autocontrole. O problema do Amor Patológico é de diagnóstico. Desde que o amor romântico foi inventado, as loucuras dos apaixonados foram institucionalizadas. Com o tempo, isso passa, é o que se pensa – até que o padrão comece a se repetir. O reconhecimento da doença, sua divulgação e as oportunidades de tratamento são grande passos para se salvar vidas – no sentido figurado e literal.

Revista Época
“Quando me sinto rejeitada, é como se eu sofresse um apagão. Não sei quem eu sou, nem o que é realidade. Bato, destruo, machuco. Sinto um vazio no peito, uma dor, que parece que eu vou morrer de um ataque do coração. Depois, muitas vezes, percebo que foi um sentimento por algo que não era de verdade, mas inventado pela minha cabeça. O problema é que depois eu faço tudo de novo.”

A cruzada de pernas de Kátia não passaria despercebida por nenhum homem. Professora de Educação Física, moradora do Niterói, Estado do Rio, ela gosta de usar roupas curtas, justas, decotadas, que mostram sua ótima forma aos 35 anos. Casou-se aos 25 com um colega de faculdade. O casamento ficou morno e, depois de sete anos, decidiram, de comum acordo, pela separação. Seis meses depois, ela começou a sair com um homem trinta anos mais velho e de uma classe social inferior.

“Ele era chefe da oficina mecânica onde eu costumava levar meu carro. Durante anos, sempre foi amável e brincalhão. Eu estava sozinha e ele me chamou pra sair. Fui. E me apaixonei. Eu sei que as pessoas nos olhavam na rua e pensavam como é que eu estava com um cara como aquele: mais velho, magro, feio e mais baixo do que eu. Mas ele me agradava, tinha um jeito quietinho, doce, que me conquistou. Vivi meses de lua-de-mel. Até que um dia ele começou a me rejeitar. Eu ligava e ele estava sempre ocupado. Eu marcava de sair e, na última hora, ele dava uma desculpa.”

Kátia deixou o bronzeado de lado. De manhã, antes do trabalho, em vez de pegar a praia de costume, ficava em seu carro, na rua da oficina, observando o namorado. Ele raramente saía de lá. Dali mesmo ela telefonava para ele. Se, na terceira tentativa, ele não atendesse, ela já invadia o local aos berros. Virou a atração da oficina mecânica. No começo, era alvo de risadas: um mulherão armando o barraco dia sim, dia não, era uma bela quebra na rotina. Mas, depois que destruiu dois cones da entrada, atropelados por seu carro, passou a ser temida no trabalho do namorado.

“Todos os dias, eu pensava: como é que esse cara não está nem aí pra mim? Ele devia dar graças a Deus por ter uma mulher como eu! Mas era uma falsa autoestima. Se eu me achasse realmente maravilhosa, não daria tanto vexame, não desceria tão baixo. Só que eu não conseguia mais ficar sem ele. Era uma adrenalina quando ele não me atendia. Eu queria quebrar tudo, sofria e chorava. Faltava ao trabalho toda hora.”

Kátia descobriu que o namorado não a atendia quando estava no trabalho porque era lá que ele a traía – com a moça do cafezinho. A informação foi passada por um outro mecânico, com quem ela fez amizade. Foi à oficina e espancou o namorado com sua bolsa, que tinha pedaços de metal. O homem, ferido, deu queixa na polícia. Dias depois, Kátia foi intimada a comparecer a uma delegacia.

“Ainda me lembro da cara da escrivã, me olhando. A dúvida estava no rosto dela: como é que essa mulher jovem e bonita fez isso? Eu me senti humilhada. Chorei dias seguidos. Decidi que nunca mais ia procurá-lo, mas não conseguia me desprender dele. Continuei sabendo tudo sobre ele através do mecânico que tinha ficado meu amigo – e a quem de vez em quando eu dava uns trocados. Cheguei a ligar várias vezes pro meu ex, de orelhão, só pra ouvir a voz dele. No meu sonho, ele adivinhava que era eu e dizia que me amava e que queria voltar. Eu queria a minha vida de volta, mas não conseguia.”

Há dois anos, aconselhada por uma amiga, Kátia procurou o Mada. Depois que começou, nunca largou o grupo. Estimulada pelas conversas, começou a ler sobre Psicologia e Amor Patológico. Descobriu que, com o namorado, repetia os mesmos padrões de namoros anteriores – necessidade de controle e atenção, pavor de ser rejeitada, impulsividade.

“Talvez meu ex-marido tenha sido a exceção justamente porque sempre foi dedicado e atencioso. Com ele, eu não sentia ciúmes, não tinha medo da perda. Ele me dava mais atenção do que eu a ele. Talvez nós, mulheres que amam demais, sejamos assim: as pessoas que nos amam de verdade não têm muita graça. Será que somos atraídas pela rejeição que tanto tememos?”

Coordenadora dos grupos de Amor Patológico da Santa Casa, a psicóloga Daniela Faertes fez a triagem dos inscritos e se impressionou com o número de interessados: mais de cem em apenas dois meses. Uma em cada quatro pessoas, no entanto, estava bem longe de sofrer do transtorno. “Sofrer por causa de um término de relacionamento não é doença. Ao contrário, é mais do que normal. O transtorno começa a partir do que se faz com esta dor, as ações, as reações, o padrão repetitivo”, afirma.

Recentemente, a Associação Americana de Psiquiatria, que tem sido a referência mundial na área, tem recebido críticas de que, ao incluir novas doenças em seu Manual, estaria forçando a medicalização de atitudes que não são doenças mentais, reduzindo a “normalidade”. Há um consenso, porém, de que a linha divisória entre o saudável e o normal está no dia-a-dia. Quando um transtorno ou uma mania começam a prejudicar a vida, começa aí a patologia. Ser ansioso é normal; ter crise de ansiedade a ponto de não conseguir sair de casa é doença. Gostar de limpeza é normal; lavar as mãos a cada cinco minutos é doença e se desesperar quando não há água por perto é outra. Apaixonar-se é saudável; acreditar que sem aquela pessoa o mundo acabou é Amor Patológico.

Um dos perigos dos transtornos de comportamento é o acúmulo ou a rotatividade de tipos de dependência. Para se afastar da bebida, vai-se ao jogo. Para afastar-se do jogo, vai-se à ao exagero alimentar. Para curar da comida, toma-se anfetamina. Tudo para preencher o vazio.

Próximo post: Amanhã: ela repete o padrão de relacionamento
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Não tem como negar. Um dos lugares mais frequentados por má gente é a igreja. Tem de tudo. Assassinos, ladrões, adúlteros, psicopátas, depressivos. E eu não sigo apenas "ex-alguma coisa". E deve ser assim mesmo.

Esse é o lugar onde eles devem estar. Lugar de tratamentos dos doentes e dos "não-doentes" (hipócritas). A Igreja deve ser como um bar, onde os seus frequentadores estejam a vontade para falar de seus problemas, de chorar as suas mágoas, de serem quem realmente são. Lá é cheio de gente que erra, mas que não se conforma com isso, buscando ajuda de Deus e dos irmãos, ou pelo menos deve ser assim.

Quantos traumas já foram gerados por um igreja que não entendeu isso. No lugar que deveria ser de perdão, passou a ser de condenação. Um membro que confesse o seu pecado será exposto a toda igreja, e será castigado, ou disciplinado como eles dizem. Nessa circunstancia, gera um monte de gente mascarada, que esconde toda sorte de concupiscência da carne.

Uma igreja sadia, segundo o Psicologo e escritor cristão Larry Cramb, é quando os membros trabalham em favor da Conexão. Um ambiente de compreensão, compaixão, solidariedade, partimentos de dons, que abraça, que chora com os que choram.

Detalhe. Pra isso começar ou continuar, deve começar por você. Não espere dos outros.
“Falar sobre isso é quase tão dolorido quanto a própria dor. Só estou me tratando porque não conseguiria lidar com a perda da minha mulher. Preciso aprender a controlar meus pensamentos e a perceber que nem tudo que eu imagino é real. Depois que eu dou meus ataques e a raiva passa, tenho muita vergonha. Minha autoestima está no fundo do poço e ninguém vai me amar desse jeito.”

O administrador de empresas paulistano Walter, 33 anos, está casado há quatro. Admite que sempre foi “dependente” de suas namoradas. Não aceitava que a atenção integral de início de namoro diminuísse com o tempo. Rapidamente se sentia rejeitado. Se telefonava e elas não podiam falar, ia até onde elas estavam, tirava satisfações, dava vexame. Achou que, com o casamento, isso diminuiria. Mas o compromisso, em vez de aliviar seus estresse, só o aumentou. O dia-a-dia a dois aumentou as cobranças – e as brigas, cada vez mais violentas.

“Ela sai de casa e eu começo a pensar uma coisa ruim, que ela está me traindo ou fazendo alguma coisa sem que eu saiba. Daí em diante não consigo mais me controlar nem me concentrar em qualquer outra coisa. Quem me olha, pensa que estou calmo, trabalhando, mas, por dentro, tem um monstro em ação.”

Há um ano, numa briga – depois que o celular da mulher estava sem bateria e ele não conseguiu falar com ela – Walter a agrediu. A mulher foi para a casa da irmã. Só voltou depois de uma semana, após a promessa do marido de frequentar um psicólogo. Foi lá que Walter ouviu falar, pela primeira vez, que sofria de amor patológico. E que, muitas vezes, esta não é uma doença de um ator só – mas uma via de mão dupla. Admitir tudo isso é tão difícil para ele, e o medo de partilhar, tão arraigado, que Walter só concordou em dar entrevista por telefone, mesmo sem identificação.

“A psicóloga me fez perceber que muito do que minha mulher fazia estimulava o meu transtorno, a minha necessidade de controle, de perseguição. Ela sabia que ela era mais poderosa quando me ignorava um pouco, fazia doce ou não atendia meus telefonemas. Ela deixava eu crescer na minha raiva e explodir. Depois eu ficava mal, ela grande e eu pequeno, fraco, por tudo que eu tinha feito. No meu tratamento, estou tentando colocar o centro da minha vida em mim mesmo. Não é fácil, porque eu sou inseguro e tenho medo de ficar sozinho. Mas quero conseguir. Só assim vou poder ter um amor saudável um dia.”

Autora de best-sellers como Mentes inquietas e Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa prepara um livro sobre a Personalidade Borderline. Ainda pouco conhecido, este tipo de transtorno é caracterizado pela ausência de ligação com a realidade e a dificuldade de conexão real com o outro. Não chegam a ser psicopatas – que não têm empatia com o outro -, mas têm mais do que uma neurose, além de uma alta tendência à impulsividade. E é justamente nas relações afetivas que os problemas aparecem. “O Amor Patológico é totalmente ligado à Personalidade Borderline. São pessoas com senso de identidade quase nulo, daí precisarem de outros para dar validade a elas. Elas não amam alguém, elas na verdade precisam de quem construa um lugar no mundo para elas”, diz. Quando rejeitada ou temerosa de perder esse alguém, elas enlouquecem. Porque é como perder a própria vida.

O Amor Patológico, afirma Ana Beatriz, necessita de parceria: para cada border, há alguém com outro transtorno, mesmo que leve. Há casos em que, do outro lado, está um obsessivo compulsivo, que jamais rompe o vínculo pela obstinação em corrigir a situação. Na maior parte das vezes, porém, o par da Personalidade Border é o narcisista – ou mesmo o psicopata. O “amor louco”do outro enaltece a vaidade do narcisista, vira sua forma de ter segurança e viver. No caso do psicopata, sua falta de empatia faz com que ele trate a situação com frieza, isso quando não se diverte e tem prazer. “São esses pares complementares que geram os casais tão improváveis que muitas vezes conhecemos e nos fazem pensar: como é que isso funciona?”, diz.

Próximo Post: uma mulher tão bonita quanto insegura, que não consegue ser feliz.

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“Todas as noites, quando chegava em casa, eu passava a mão na parte de cima do armário para ter certeza de que a arma estava lá. Só quando meus dedos encontravam aquele objeto frio, eu me dava por satisfeita. Então eu tomava banho, jantava e me deitava para voltar a pensar em um jeito de matar o meu ex-marido. Até hoje eu nunca soube se teria mesmo coragem de fazer isso. Mas durante muito tempo, eu tinha certeza que sim.”

A funcionária pública mineira Neuza, 53 anos, casou-se aos 18. Era virgem e não tinha terminado seus estudos. Com poucos meses de união, descobriu que era traída. Não fez nada. Soube mais duas, três, quatro vezes – sempre com mulheres diferentes, que às vezes até ligavam para sua casa. Apaixonada – ela repete -, nunca reclamou.

Ao longo dos anos, na rotina do casal, ela ficava em casa com os filhos pequenos e ele ia à vida. Um dia, César, seu marido, comprou um carro novo, conversível. Era seu sonho de consumo. Neuza imaginou que ele levaria a família para um passeio, no primeiro sábado. Mas ele disse que sairia sem eles – porque tinha companhia melhor. Ela arranhou todo o seu carro. E ganhou um olho roxo – mas não o abandonou.

“Eu era tão apaixonada que tinha certeza de que ele ia mudar. Meu amor não poderia ser em vão. Quanto mais ele me destratava, mais eu era louca por ele. Criei uma rede de informantes – na vizinhança, no trabalho dele, no clube onde eu sabia que ele ia – para controlar tudo que ele fazia. Sabia das mentiras, das amantes, me jogava na cama e chorava, chorava. Mas não pensava em ir embora. Na verdade, saber de tudo sobre ele me dava certa sensação de poder, mesmo que ele me traísse.”

Neuza não pensava em separação, mas um dia ela chegou – pelas mãos do marido. Estava envolvido com a secretária de sua empresa. Neuza voltou para a casa dos pais depois de dez anos. Mas o marido, agora ex, continuou sendo o foco de sua vida. Soube das viagens ao exterior que ele fez com a nova mulher e do apartamento novo para onde se mudaram. Fez questão de ir até lá, para xingá-los na porta do edifício. Tomava remédios para dormir, não se alimentava. No emprego, que arrumara para ajudar os pais, passou mal inúmeras vezes.

“Era muito estresse, tristeza, revolta. O único jeito de eu voltar a viver era ele não existir mais. Então eu achei que só seria feliz se ele morresse. Foi aí que comprei a arma, ajudada por uma vizinha que tinha um irmão policial. Passei a pensar uma estratégia. Era melhor na saída do prédio ou do trabalho? Era melhor eu mesma ou alguém contratado? No meu íntimo, eu queria que ele me visse apertando o gatilho. Ele tinha que saber que era eu. Mas o plano ficava só na minha cabeça.”

Deprimida, Neuza começou a beber. Sofreu um acidente de carro, perdeu o fígado. Passou a sentir fraquezas, desmaiou na rua várias vezes. Foram anos assim, sempre doente, entocada em casa, sem amigos, sem diversão. E continuou seu plano de morte – que jamais compartilhou com alguém da família.

Um dia, o filho, já adulto, descobriu a arma. Quis saber o motivo. Neuza virou bicho. Era como se seu mundo estivesse sendo invadido. Agrediu o filho. Só neste momento veio a ideia de que ela precisava de ajuda psicológica urgente. Foi quando ela viu, num jornal, uma pequena matéria sobre o Grupo Mada – Mulheres que Amam Demais Anônimas.

“Quando li os relatos, parecia que falavam de mim, dos meus sentimentos das minhas dores. Só a ideia de que eu não estava sozinha já me ajudou. Participo das reuniões há oito anos. Esqueci o meu ex-marido. Mas arrumei um novo namorado e – adivinha – tive o mesmo tipo de problema: paixão, rejeição, descontrole. Acho que vou ter que me tratar a vida inteira.”

Todas as semanas, 45 grupos espalhados em 14 capitais brasileiras – além de um em Portugal e três na Venezuela – falam do Amor Patológico, suas dores e ações em nome dele cometidas. Surgido há cerca de dez anos, o Mada espalhou-se pelo país rapidamente, com o mesmo conceito dos Alcoólicos Anônimos: auto-ajuda, discussão, acolhimento e a certeza de que ninguém nunca se cura de uma compulsão – ela é apenas controlada, um dia após o outro.

Somos uma irmandade, repetem as mulheres que frequentam as reuniões. Começam sempre com uma prece. A ideia de uma força maior é primordial para a superação. Depois falam de seus problemas, relatam os últimos dias. Opinam nas histórias umas das outras.
“O Mada faz um trabalho fantástico, cotidiano. Mas é importante, na maioria dos casos, que haja também um tratamento psicológico ou psiquiátrico”, afirma Eglacy Sophia, supervisora do setor de Amor Patológico do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Hoje eles atendem 25 pessoas. Uma das referências do Mada é o SLAA – Sex and Love Addicts Anonymous (Viciados em Amor e Sexo Anônimos). Já são 113 grupos espalhados pelos Estados Unidos.

Como no Brasil, além dos grupos de auto-ajuda, também se multiplicam os centros de atendimento médico para o Amor Patológico. No Tennessee, um centro existente há 20 anos, The Ranch, referência no tratamento de álcool de drogas, criou, há dois anos, um espaço especial para tratamento da área de relacionamentos afetivos, já com dois grupos anuais de 20 pessoas, entre homens e mulheres. Em Los Angeles, o Center of Healthy Sex já tem 50 pacientes de Amor Patológico, com apoio de psicólogos e psiquiatras.

Segundo Eglacy, a maior parte das pessoas que busca ajuda é do sexo feminino – não à toa o Mada cresceu apenas com mulheres. Mas será que elas sofrem mais com o Amor Patológico? “É da natureza feminina buscar mais ajuda e mulheres têm mais facilidade para expor seus problemas”, diz.

Analice Gigliotti, da Santa Casa, acredita que mulheres são maioria porque, por uma questão cultural, sempre deram mais importância aos relacionamentos afetivos. “Se a pessoa tem aquele aspecto da vida como prioritário para sua felicidade, e se ele não vai bem, a vida toda está ruim”, diz. Mas isso não quer dizer que homens não desenvolvam este tipo de transtorno – e com grande sofrimento.

Próximo Post: o depoimento de um homem – eles são minoria, mas também sofrem deste transtorno.

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“Quando meu amante não me quis mais, senti mais dor do que na morte da minha mãe. Logo minha mãe, que foi tão boa pra mim. Ele foi mau. Me fez sentir a mulher mais maravilhosa do mundo, depois deixou de me amar. Eu o persegui, xinguei e agredi. Minha vida se tornou ingovernável.”

O relato de Tânia, carioca, 41 anos, é interrompido pelas lágrimas inúmeras vezes. Professora, casada e mãe de um adolescente, ela se tornou viciada – no jogo e no amor. O alcoolismo do marido e a independência do filho crescido a jogaram num vazio. Há cinco anos, nas tardes livres, começou a frequentar um bingo. Era apenas um passatempo. Até que ela conheceu Paulo, solteiro e mais jovem do que ela. Em uma semana, estavam apaixonados. Uma nova rotina se fez: eles passavam as tardes apostando – quase sempre com o dinheiro dela – e, antes que ela voltasse para a família, passavam algumas horas no apartamento dele, ali perto.

“Era muita adrenalina. Da roleta à cama dele, eu me sentia numa aventura, num filme. Depois de um mês, ele disse que queria ser meu noivo. Sabia muito bem que eu era casada, mas ali no bingo, a gente vivia um mundo paralelo. Ele fez o anúncio na frente de todo o pessoal que jogava e me deu um anel, ajoelhado no chão. Eu nunca me senti tão poderosa”.

Depois de um ano, tudo começou a mudar. Paulo sumia várias tardes. Dizia que havia conseguido um trabalho, que não queria mais ser sustentado pelos pais. Tânia passou a persegui-lo. Durante dias seguidos, passava horas no estacionamento onde ele guardava o carro, para ver se ele chegava com alguém. Sua vida era saber de todos os seus passos. Subornou um porteiro. Tentou contratar um amigo para segui-lo. No bingo, quando Paulo aparecia, ela não permitia que ele conversasse com nenhuma outra mulher. Tiveram brigas públicas. Ela já não ligava para o olhar dos outros. Passaram a se agredir fisicamente.

“Eu não ligava pro meu filho, minha casa, nada. Eu vivia em função dele. Um dia, ele disse que não queria mais, que eu levava a vida dele para o fundo do poço. Falou que eu era louca. Foi pouco antes de um Natal. Na ceia, com meu marido, meu filho e o resto da família, chorei sem parar. Ninguém sabia o que eu tinha. A quem perguntava, eu dizia que estava deprimida.”

No dia seguinte, Tânia foi à casa de Paulo. A mãe atendeu a porta e ela invadiu. Começou a gritar e quebrar tudo pela frente. Agrediu o ex-namorado com socos e pontapés. Chamaram dois porteiros para tirá-la de lá. Mas ela não parou. Continuou seguindo o ex-namorado. Contentava-se em vê-lo passar na rua. Teve distúrbios de ansiedade, insônia, desmaios. A família nunca soube o motivo. Hoje, ela tem apoio psiquiátrico e participa de um grupo de apoio. Ainda pensa no ex – e sofre –, mas tem conseguido se controlar.

“Até quando, não sei. Mas esse amor ainda dói muito.” O que Tânia chama de amor pode ser, na verdade, uma doença. Dentro das classificações psiquiátricas, ela se insere nos chamados Transtornos Impulsivos do Comportamento – junto com o vício no jogo, nas compras, na comida. Nos meios médicos, é chamado de Amor Patológico – e tem sido cada vez mais reconhecido como doença.

No Rio, a Santa Casa, referência em Psiquiatria, iniciou este ano o tratamento específico deste tipo de transtorno. Doze pacientes começaram a ter sessões individuais e trabalhos em grupo. Há cinco anos, um núcleo da Universidade de São Paulo (USP) também mantém um ambulatório especializado, além de estudar o Amor Patológico. “A ideia dessa dependência afetiva é bastante nova. Esse reconhecimento é muito importante, porque é algo que causa enorme sofrimento a muitas pessoas”, diz a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa.

O Amor Patológico ainda não é, oficialmente, uma doença mental. As dependências comportamentais estão entrando, progressivamente, no Manual de Estatística e Diagnóstico das Doenças Mentais, a DSM. Trata-se da bíblia dos transtornos mentais, reelaborada periodicamente pela Associação Americana de Psiquiatria. Na próxima edição, que sairá ainda este ano, a compulsão por jogos será registrada. “Aos poucos, a coleção de registros e a existência de um padrão farão com que os transtornos sejam incluídos no Manual”, diz Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Desde a década de 80, a psicologia e medicina estão percebendo que, da mesma forma que há dependências químicas, de substâncias, há a dependência de determinados comportamentos. A novidade é a medicalização do transtorno. O reconhecimento do problema – que tem um padrão, daí ganhar um tratamento específico – é o primeiro passo para o processo de controle de atitudes que podem prejudicar vidas.

No fundo de tudo, a busca do prazer. O vício não é no jogo, na droga ou na pessoa – é no prazer. A explicação é neuroquímica: a paixão, como a droga, libera a dopamina no cérebro. É essa substância que causa a sensação de prazer, de conforto, de felicidade e bem-estar. Depois de experimentá-la, como viver sem ela? No caso do Amor Patológico, essa sensação é personificada. Como viver sem aquele alguém ou com a ideia de que ele não nos ama como gostaríamos?

Quem sofre do Amor Patológico não consegue ter um relacionamento amoroso saudável. Seu foco obsessivo é o parceiro, a relação. Aceita um relacionamento destrutivo, tolera humilhações. Sofre com a falta de atenção do ser amado – real ou imaginária. Reage de forma desesperada à rejeição. Tem necessidade de controle do outro – mesmo quando este já virou ex. Às vezes por toda a vida.

Próximo Post: a mulher que comprou uma arma e planejou a morte do marido


Revista Época
Se você tem facebook, poderá perceber de forma mais nítida a duração das relações de hoje. A uma semana "está em uma relacionamento sério", depois de uma semana "passou de uma relacionamento sério para solteiro". Resolvi perguntar algumas pessoas no Ask o porque disso, já que elas são telespectadores ou mesmo protagonistas desse fato. Achei as resposta um tanto quanto corentes. Vamos ver:

Medo de ficar só.
"Porque as pessoas , não sabem esperar a chegada da pessoa certa , portanto se desesperam por medo de ficarem só e se apegam a qualquer coisa que aparece em seu caminho , vivem aquilo descobrem que estão errando, sendo assim as pessoas e os sentimentos se tornam descartaveis" - Yasmim

Troca de amor por promicuidade.
"Porq as pessoas são falsas, e preferem alguns minutos com varias pessoas do qq uma vida toda ao lado de alguem qq saiba amaar de vdd ' , putaria x amor , o que ta ganho é a putaria" - Larissa 

"Por que depois que o sexo ficou fácil de conseguir o amor ficou difícil de encontrar, e sem amor nada permanece" - Stela

Falta de amor.
"Por que ninguém sabe mais amar" - Mikaely

"Não existe amor, é só troca de favor" - Lohana

Aparência e trauma.
"pq hj em dia as pessoas nao levam a serio os seus sentimentos julgam mto aparecencia e acham q pq ja sofreu algum dia deve discontar isso no proximo relacionamento ai foi traido ai pega e sai traindo todo mundo nao foi levado a serio ai nao acredita mais em ninguem e por estar havendo tantas pessoas safadas ta todo mundo generalizando e esquecendo que ninguen e igual
e tanta coisa q atrapalha os relacionamentos de hoje em dia" - Jackelyne

"Penso que é por conta das Traiçoes , e hoje em Dia as pessoas estão querendo é mais é ficar sem compromisso" - Beatriz

Sem fundamento, alicerce.
"Por que hoje em dia qualquer briga ou desentendimento é motivo para terminar. Parece que as pessoas não sabem que a base de um relacionamento é o dialogo e a amizade, e também o que conta nos dias de hoje é a "quantidade", por exemplo: Quantas namoradas ou namorados uma pessoa já teve. Ngm quer mais nada serio." - Caren

Não querem sofrer o dano, ou aderir com as consequências.
"poorque as pessoas nãão se amam de verdade ! preferem fugir de problemas ao invés de concertá los!" - Isabela

Se está insatisfeito, é hora de trocar.
"porque hoje em dia tá tudo tão fácil..." - Juliana

Precocidade.
"Desde que o sexo fico facil o amor esta dificil de ser encontrado
As pessoas começam um relacionamento ja pensando no final dele
Hoje eles nao fazem mais questão de passar o resto da vida com uma pesssoa só
Por isso os relacionamentos duram tão pouco hoje em dia" - Taynara

Infidelidade.
"Pq os relacionamentos ao invez de ser entre 2 pessoas estão sendo de 3 a mais" - Bianca

Pra não ficar pra trás.
"A porque hoje em dia namoro virou modinha as pessoas se conhecem ne um dia no outro ja ta namorando mesmo sem gostar da pessoa" - Joyce

Pessoas imaturas.
"Porque as pessoas são falsas,porque mentem umas para as outras,e porque falta amor,e elas não fazem por onde,para "criar" esse amor entre elas." - Emanuela



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Vai meu Filho, vai ser um bebe indefeso, um menino brincalhão, um jovem trabalhador, um aprendiz de carpinteiro, um profissional respeitável, um filho amado, um irmão exemplar, um amigo, um rabi, o Messias. Vai meu filho, vai ser o melhor ser humano que o universo conheceu.

Vai meu Filho ser a esperança deles. Vai ser o Redentor deles. Vai ser o Salvador deles.

Vai meu Filho, vai levar-lhes a melhor de todas as noticias. Diga-lhes que estou me reconciliando com eles através de voce. Vai e traga-os todos de volta pra mim, para o meu coração.

Vai meu Filho, vai viver entre eles e mostre-lhes que é possível ser humano e que a humanidade me alegra. Vai ensinar-lhes como ser gente em todas as circunstancias. Vai meu Filho, vai ser o Amor Encarnado, sim, vai, ensina-lhes a amarem-se uns aos outros. Ensina-lhes a me amar, pois, no final, nos sentaremos todos à mesa pra celebrar.

Vai meu Filho, vai e prepara-os pra que sejam a minha morada, a nossa morada.

Vai meu Filho, meu Amado, o Pão do Céu, sim, vai, pois eu os amo apaixonadamente. 


 (O Eterno)

Carlos Bregantim
A refletir sobre as más distribuições de impostos em muitos países, o desperdício de dinheiro com frescuras e vaidades num estado ainda de miséria, esse vídeo faz o protesto aos $HOWS gospeis que pra Deus são todos vazios, sem utilidade, de vaidade e desperdício. Desperdício de tempo, energia e dinheiro.

Ele não espera que você faça um grande evento mostrando assim o tamanho do seu amor a Ele. Ele espera gente que faça um grande projeto (ou mesmo um pequeno) em favor de pessoas. Da justiça, da fome, do amor.