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"Literalmente, force com criatividade os seus filhos e netos a jogarem bola, subirem em árvore, a empinar pipa ou papagaio, a correr, a sair de casa, a apreciar a natureza; pois, do contrário, o resultado mental, psicológico, emocional e neural poderá ser desastroso" - Caio Fábio
Quem não as tem? Quem nunca as teve? Quem jamais as terá? Sim, de todos os tipos e de todas as formas. Indo de realidades subjetivas às mais grotescas vontades de realizações objetivas e concretas. O Evangelho praticamente inicia com o tema da tentação! Por isto não é de admirar que Jesus tenha nos mandado vigiar e orar para não se “cair em tentação”. E com este “cair em...”, Ele revela que a tentação tem suas estações; ou seja: seasons. Ora, esta “estação das tentações” têm a ver com as dinâmicas psiquicas de nosso ser, conforme também aconteceu com Jesus. Na fome, na necessidade de afirmação e no desejo de cumprir Sua missão, a tentação veio como indução para transformar pedras em pães (fome), como impulso para resolver quem Ele era aos olhos de todos de uma vez (Pináculo) e como um “bypass” no tempo, queimando etapas, sobretudo a etapa da Cruz (o Monte Alto).

Portanto, quando Ele mandou orar para evitar a tentação, com isto não ensinava nem a devoção neurótica (orar contra a tentação), nem a atitude paranóica (poderei ser atingido pela tentação a qualquer momento). Sim, porque o que Ele ordena é que se encha a mente de oração, de um falar constante com Deus, e que nada mais é senão um falar consigo mesmo em Deus; de tal modo que o pensar não é de si para si, mas acontece em Deus, vivendo assim em permanente estado de conferência com Ele; em tudo. Além disso, no Pai Nosso, Ele vincula o “não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mau” — ao contexto antecedente, que fala de estar cheio e tomado pelo Pai, pelo desejo de que Seu nome seja em nós santificado, que sei reino cresça em nós (venha!), que a vontade Dele tenha seu lugar e chão em nós; além de nos remetar para a busca do que é do céu aqui na Terra.

Assim, uma das maiores prevenções contra a tentação tem a ver com uma devoção profunda e não neurótica; posto que se propõe a buscar o que é maior e mais elevado, ao invés de se deixar tomar pelo que aqui da Terra. Botar as coisas da Terra sobre aquilo que é eterno, é o que abre o espaço existencial maior para a tentação. Portanto, “orai...”, diz Ele, para que não se caia em tentação! É esse orar aquilo que mais e melhor previne a estação das tentações. Todavia, se alguém decide orar contra ou por causa da tentação, mais tentado ainda ficará; posto que a tentação, pela via da oração e por ela própria, se torna algo “fixo como pensamento”, e que apenas cresce mais e mais em nós.

Este tema da tentação é interminável, como infindáveis são as pulsões de tentação humana. Entretanto, sendo simples e prático, eu digo que o que de melhor se pode fazer por si mesmo na hora da tentação, não é pensar que podemos vencê-la, mas sim que não temos o poder, em nossa carne, para combatê-la. E, assim, sabendo disso, virmos a descansarmos em relação à tentação, pois ela se alimenta de nossa luta contra ela. Afinal, o que não pode ser vencido pelas nossas próprias forças, havendo confiança na Graça, já deveria estar vencido como ansiedade em nós; pois, se não posso, por que se afligir com tal impossibilidade? Assim, é esse cinismo santo para com o poder da tentação, e que resulta de nossa confiança na Graça de Deus, aquilo que deve tirar o poder da ansiedade e do medo pelo qual a tentação cria metástases em nossa mente, em todo o nosso processo de pensar. Quanto mais se enfrenta a tentação como tal, mais ela cresce em nós; e se orarmos contra ou em razão dela, mais ela se "fixa" em nós; tornando-se uma devoção diabólica; fazendo-nos “orar” contra aquilo que só se torna o que tememos quando é tratado como tal.

A única maneira de enfrentá-la é deixando-a rouca, falando sozinha, sem resposta nossa, enquanto nos desobrigamos de conversar com ela... ou de respondê-la... ou de mostrar para Deus e para nós mesmo que temos "o poder do livramento"... e que por isto a venceremos. Isto porque o “poder do livramento” do qual nos fala Paulo, escrevendo aos Coríntios, só se efetiva na vida daquele que descansa no livramento que já é; e que não apenas será se o tornarmos real por nossas próprias forças!

Quando se confia na Graça e no amor de Deus por nós, toda tentação perde seu poder; e se descansarmos na certeza de que Jesus já foi também tentado por nós, conhecendo cada uma de nossas fraquezas ou tendências, mais vicária e transferível, pela fé, será a vitória de Jesus em nosso favor. Se houver confiança e descanso, é claro! Desse modo, descansando é que se vence a tentação, confiando na fidelidade e na imutabilidade do amor de Deus. Pois só assim recebemos o poder de resistir, ou de suportar a tentação; posto que desse ponto em diante as tentações deixam de ser “sobre-humanas”, e se tornam apenas humanas; e, portanto, reduzidas ao nosso próprio nível, deixando de ser um poder irresistível. Paulo e Hebreus ensinam que as tentações não suportam o nosso silêncio confiante na Graça; assim como não suportam nosso descanso na Cruz de Cristo. Afinal, o “Está Consumado” vale também para as tentações.

As tentações crescem na medida em que nossas pulsões psicológicas, provocadas pelas nossas próprias cobiças (insegurança essencial) — e que são os agentes progenitores do que chamamos tentação —, se aninham e se fixam em nós como medo de Deus e de Sua punição. Sim, por essa via elas apenas aumentam, visto que tal realidade existencial e psicológica aceita a provocação do "medo de estar sendo tentado". Do mesmo modo elas crescem em razão de nosso de-bate com elas.

Tentação come medo; e se alimenta do seguinte cardápio: oração amedrontada, de-bate psicológico,
discussão com ela, medo de Deus; e também de seu oposto, que é a arrogância que julga que por força própria se pode vencê-la. Quem já não tem justiça própria, não tem mais assunto com nenhuma tentação! "Vamo-nos daqui... Aí vem o principe deste mundo, e ele nada tem em mim..." — disse Jesus. O principe deste mundo se alimenta do que “ele tem em nós”! Assim, como há muita cobiça e outras loucuras em todos nós, o melhor a fazer é confiar Naquele em quem o tal “principe” nunca teve NADA: Jesus. Parece coisa boba, mas não é!

Quem desejar, pratique; e verá como as tentações não suportam a confiança e o descando na Graça;
e isso em silêncio que nem ora contra... mas apenas ora em gratidão! O grande problema é aprender isto como confiança, e não como “teoria”. E mais: aprender a ser grato e natural com Deus mesmo em tais horas críticas. Quando a gente aprende isto, ela, a tentação, ao chegar, começa a perder o poder; posto que se alimenta de nossas importâncias; e sobretudo de nossa justiça-própria, de nossa necessidade de dar explicações a nós mesmos e aos céus; e, sobretudo, do medo de estar sendo tentado!
Caio Fábio
www.caiofabio.net
Paulo disse, escrevendo aos Efésios, que “tudo o que se manifesta é luz”. Ora, esta afirmação carrega um bem psicológico e espiritual incomparável. Digo isto porque deixar que o interior se expresse a nós mesmos é o que de melhor podemos fazer por nossas vidas.

Alguém pergunta: por quê? Ora, esta pergunta é mais que pertinente, e isto por algumas razões bem simples de entender.

Primeiramente porque somos ensinados a esconder, a não deixar que nada se manifesta, visto que é nossa tarefa, como “bons cristãos”, darmos “bom testemunho” mediante um comportamento equilibrado, mesmo que o interior seja mais agitado e revolto que a força do Atlântico quando empurra o Rio Amazonas de volta para seu próprio lugar, depois que as poderosas correntes do rio invadem o oceano. A segunda razão para não deixarmos que nosso interior se manifeste vem da certeza que se tem do “juízo dos outros” contra o que existe em nós—e que é a mesma coisa que existe em todos—; e, por isto, selamos com selos de medo e vergonha quem somos e o que sentimos, a fim de não sermos condenados pelos outros. O que as pessoas parecem não saber ou crer é que Jesus disse que aquilo que acontece no interior da casa um dia será gritado da varanda, pois, nada há oculto senão para ser revelado.

Ora, este princípio é inviolável! E por que tal princípio é inviolável?

Primeiro, porque o interior é vivo e dinâmico e jamais para de crescer. Ou seja: se algo existe em mim, no meu interior, esse algo continuará a crescer até que venha para o lado de fora, para a luz. Assim, quanto mais eu empurro para dentro aquilo que existe em mim como realidade, mais eu aumento o poder do juízo no dia em que isto que está oculto vier a “gritar do telhado” a fim de se expor como verdade. Portanto, não há como eu possa selar o meu inconsciente e fazer com que ele se cristalize em obediência às minhas necessidades de conformidade exterior. Mais cedo ou mais tarde o que é, é...e passa a ser, mesmo contra a minha vontade. Além disso, à semelhança do Atlântico quando empurra o Rio Amazonas de volta para seu próprio lugar depois que suas correntes invadem o mar, assim também o Inconsciente (Atlântico) empurrará as repressões do consciente (o Rio Amazonas) de volta para seu próprio curso, e forçá-lo-á a reconhecer a força que emerge do oceano de meu Inconsciente.

Esta é a pororoca da alma, e os resultados podem ser devastadores!

Ora, Paulo disse que uma vez que as coisas que estão dentro—por mais feias que nos pareçam—emergem e aparecem como sinais exteriores, seja pela via do comportamento ou apenas pela via da constatação dos sentimentos e pulsões interiores que em mim existem, então, elas começam a perder a sua força, visto que foram retiradas do ambiente no qual eles se alimentam—as sombras do inconsciente! O caminho para a libertação das trevas é trazê-las para a luz. Ora, a luz é a verdade. Ou seja: o que nos liberta dessas forças compulsivas do interior é a exposição delas à luz da verdade em minha consciência.

Quando eu não me escondo mais de mim mesmo, e chamo pelo nome aquilo que em mim existe e que eu passo a vida tentando negar a existência, então, estranhamente, aquilo que passa a ser nomeado em mim, perde sua força, visto que sua fonte de energia é a escuridade da negação, e o ambiente do ocultamento culpado. No entanto, quando abraçamos a verdade, essas sombras são iluminadas pela luz em razão de meu ato de reconhecimento e de não-negação da realidade em mim existente, e, paradoxalmente, perdem seu poder de assombrar, pois agora já não são mais “fantasmas”, mas realidades nomeadas pela luz.

"Manisfestando" o Interior

A maioria das pessoas teme tal constatação pelo simples fato de que foram ensinadas que tais coisas precisam ser reprimidas e matadas por nós mesmos e em nós mesmos. E, assim e desse modo, na tentativa autojustificada de ser santo, eu me torno um tarado, ou um ser compulsivo e cheio de amargura e ódio, visto que nenhuma vida pode receber paz se existe em fuga de seu próprio interior. Trazer nosso interior à luz não deve ser entendido como trazer nossa estultícia à luz.

Não, não é isto. De fato, o significado de “manifestar” o interior não tem de significar um mergulho de cabeça no mar das nossas compulsões e desejos reprimidos. Ao contrário. De fato, tem-se que “manifestar” o interior justamente para que ele não se torne nosso “senhor” e nos obrigue, sem escolha, a expor pela pior via o nosso interior como doença do comportamento, e que pode fazer mal não apenas a nós mesmos, mas a muitas outras pessoas.

Trazer nosso interior à luz começa como vontade de não mais fugir de olhar para nós mesmos, e continua mediante a coragem de dar nome às coisas que até então nós chamamos de “nossas virtudes”.

Isto porque, em geral, quando o ser, como um todo, não veio para a luz sem medo, a tentativa da gente é “batizar” nossas doenças com nomes de santidade e virtude. Nesse caso, se alguém desejar saber quais são as suas piores sombras e monstros ocultos no seu ser, basta ver quais são os temas que mais o provocam como raiva e ódio em relação ao comportamento dos outros, visto que, normalmente, odiamos de todo o coração aquilo que mais desejamos, e não fazemos porque nos sentimos impedidos de realizar em razão de nossa própria virtude exterior.

Assim, a virtude autoglorificada é sempre o diagnóstico da treva em nós ocultada!O caminho, portanto, começa com o exercício de falarmos a verdade com nós mesmos, e pararmos de julgar o próximo com ódio, pois quanto mais negarmos que as mesmas coisas existem em nós, mais odiaremos aqueles nos quais tais coisas se manifestam, e, assim, tanto mais, pela via de nosso próprio ódio, aumentaremos nossa própria escuridade interior, e nossas sombras crescerão sem limites em nós.

Pense nisto!
Caio Fábio
Quando conheci Jesus, julguei que tudo seria muito mais imediato e súbito. Cria que os processos, quando existissem, seriam sempre curtos. Tinha pressa e me conhecia pouco. E não somente me desconhecia, mas também não conhecia a natureza de todos nós, como hoje conheço um pouco melhor, sempre a partir de mim mesmo, é claro.

Hoje sei que toda conversão, por mais profunda que seja, sempre realiza algumas coisas de modo súbito, e um monte de outras, em número bem maior, de modo processual.

Também sei — sempre a partir de mim mesmo — que as coisas que um dia subitamente foram subitamente resolvidas, sempre voltam mais adiante a fim de serem processualmente tratadas. Como também sei que muitas coisas que foram e são tratadas processualmente, um dia, sem mais nem menos, subitamente desaparecem.

Assim, digo a você que Aquele que começou boa obra em nós consumará todas elas em nossas vidas, em Cristo Jesus. A ira de ontem, não é como a de hoje. A murmuração da juventude, não é como a da maturidade e nem como a da velhice. A lascívia do idoso, não é como a do jovem. Por isto, todas as coisas que foram “subitamente resolvidas”, mas que não foram processualmente tratadas, voltam. Pois têm que ser tratadas em fases diferentes de nossa vida.

No entanto, também digo que boa parte da confusão se deve à radicalização desta interpretação: “Paulo diz que o homem que morreu e ressuscitou com Cristo busca as coisas de cima, ou seja, faz morrer tudo o que é carnal: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus, ganância... Abandona sentimentos como: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar,... e também se reveste de: compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.”

Assim, se diz que quem morreu, busca, e quem busca, logo encontra, ou quem sabe, encontra de modo imediato. Ora, se o que existe entre buscar as coisas lá do alto, e a transformação — for um nada, um “coisa alguma” de tempo; então, saiba: estamos todos em estado de insolubilidade (que não se pode resolver).

Mas o próprio Paulo lhe diria que inúmeras coisas vencidas, voltaram com outra face mais adiante na vida. E que algumas contra as quais ele lutara toda a vida, e que iam e vinham, agora, de súbito, se haviam retirado como espinho na carne, como incomodo, para sempre.

Escrevi e falei livros no passado sobre isto. Obviamente que nos livros eu mostrei a base bíblica, com as devidas referencias. Entretanto, em meu livro “Sem Barganhas com Deus” há um capítulo sobre o assunto. Leia. Sei que gostará muito. E que lhe dará qualquer outro esclarecimento. Aqui no site, em artigos, creio que encontrará um texto sobre Gálatas 5.

Nele, que nos instruiu para toda boa obra,
Caio Fábio

Simplificando eu diria que “neurose” é excesso de responsabilidade. É chamar a responsabilidade de tudo para si mesmo.

Os mecanismos que operam “por baixo” dessa “responsabilidade excessiva” são muitos e variados. Um desses mecanismos é a culpa.

Nesse caso, quando a noção de pecado não se faz acompanhar de Graça, o que fica pode ser o legalismo — na mesma medida em que o cara se sente “devendo à Lei”, na mesma medida ele se torna acusador do próximo; é uma maneira de nivelar a todos por baixo — ; ou pode ser a culpa que se transforma em “serviço”, em “devoção”, em “sacrifício”, em “ perfeccionismo” santarado; em “missão”, etc...— tudo isto animado por uma culpa latente: a de se pensar sempre na vida como dívida; daí os “pagamentos”, as “divisões”, e os conflitos que se estabelecem como parte de tudo. Obviamente que essa é uma hiper-simplificação.

Na Graça de Deus a culpa vira consciência; e a consciência gera libertação; pois somente na Graça a culpa perde seu poder de condenação, e passa a trabalhar em favor da sabedoria e da paz.
Caio Fábio

Apêndice

Culpa neurótica também pode ser simplesmente um medo de estar fazendo algo errado mesmo não tendo nada de errado. Um exemplo era minha vó, crente da Congregação do Brasil (Igreja da Véu) que tinha medo de cortar o cabelo dizendo que isso atrairia maldição. Contou até uma história de uma mulher que cortou e depois adquiriu câncer. Outro exemplo é de uma menina, também membro dessa igreja, que dizia que não via problema nenhum em pintar as unhas, mas a sua mãe não achava certo.

O importante é que não podemos fazer nada que não proceda de fé. Se sua consciência te acusa, então não faça. E é aqui que entra a culpa neurotizada. Como no exemplo, tem gente que acha que pintar as unhas é pecado e isso não é verdade. Se essa pessoa pintar, ela sentirá culpa. Por isso o nome. Neurótica, vem da cabeça, de uma mente manipulada, distorcida que não sabe o que é liberdade.

Em suma, deve mover nossas vidas a não ser a consciência de graça, o constrangimento, a resposta ao amor de Deus. O que passar disso é anátema, legalismo, perda de tempo.

Dá-me um coração úmido de humildade, para que as sementes da verdade nunca deixem de dar seu fruto em mim!

Dá-me uma atitude mansa e controlada, para que eu não perca nada da Tua herança!

Concede-me a benção de sentir e de me importar com a vida sempre, para que meu coração ande initerruptamente consolado até enquanto chora!

Serve meus olhos e coração com pureza no enxergar, no interpretar e nos discernir, para que Tua face não desapareça do meu olhar!

Que a coragem da paz e da pacificação não se esguiem de mim pelas tentações do conforto e da indiferença, para que eu jamais deixe de caminhar como um filho de Deus nos caminhos desta existência de guerras!

Salva-me de satisfazer-me com este mundo de injustiças e iniquidades, antes, concede-me sede do que seja bem e bom para os homens, a fim de que eu jamais perca a fartura do Teu amor como galardão para o meu ser!

Dá-me intrepidez e desassombro nas perseguições que a fome e a sede de justiça fizerem vir sobre minha vida, para que eu não me desligue da nuvem de testemunhas do Teu amor na história dos humanos!

Permite-me jamais fugir da verdade, mesmo ante os piores desconfortos e ameaças, para que eu não perca a amizade de profetas e de anjos!

Enche minha mente com a visão da Tua glória, em todas as circunstâncias, para que em dias maus eu não olhe para baixo, mas sim para o alto, de onde vem a minha salvação!

E quando tudo parecer contrário, dá-me lembrar de que é em contrário a tudo que seja contra o amor que me puseste para caminhar, para que na Tua Vinda eu me erga exultante!

Sim, eu Ti peço que me concedas este caráter, e, desse modo, em todo o tempo e em todas as circunstâncias, não viverei outra vida que não seja a de um filho do Teu amor e da Tua santidade.

Não sou de mim mesmo suficiente para nenhuma dessas coisas, assim, derrama Teu amor, Teu Espírito e Teu Favor sobre mim, para que em tempo algum eu pense que meu caráter possa sustentar os pedidos desta oração!

Em Ti Jesus, meu corpo, alma e espírito aguardam hoje e sempre a Tua salvação!

Caio Fábio
www.caiofabio.net

Pregar o Evangelho com palavras e com a dedicação de quem vive apenas para fazê-lo, é como a existência de um cozinheiro, cujos elementos usados para cozinhar são encontrados apenas no jardim/pomar da Palavra que esteja plantada em seu coração.

Encontrados os elementos, o cozinheiro os põe nas panelas de seu ser para preparar. Uma vez que tudo esteja pronto nele/panela, ele, que é também o Chef, prova antes em si mesmo, e, estando bom, ele serve aos demais.

O problema é o pregador Fastfood. Ele compra pronto, encomenda, pede no Delivery. Tem que viver fazendo promoções. Assim, o negócio da vida dele passa ser o de dono de restaurante de franquias consagradas.

Pregador! Seja uma pregamor! Sirva apenas o que for comida verdadeira em seu próprio coração, alimento plantado nele, colhido nele, e preparado por você, em você, para você; e, depois, só depois, para os outros; aos quais você servirá com alegria de um servo que se apresenta diante do Rei com os melhores e mais excelentes pratos, tanto em sabores quanto na saúde de seus conteúdos.

Caio Fábio
caiofabio.net

Vocês gostam mesmo é de um carrasco, é de um pastor "barganhando" ali, metendo bronca, "atoxando" um "tarugo de etú" em vocês, um supositório de elefante; mas ao amor de Deus, quase ninguém. Você começa a falar da bondade de Deus, o cara vai ficando preguiçoso, relaxado. Quando mais amor de Deus, mais desleixo. É sinal que agente não converteu, porque gente que conheceu o evangelho funciona diferente.

Olha, não tem nada no inferno que me faça tomar um compromisso com Deus. Eu tive medo do inferno em pouco tempo na minha vida. Assim quando eu me converti o inferno ainda "pintava fogo" em mim. Chegou uma hora que Jesus crescer cresceu e cresceu que céu e inferno se tornaram a mesma coisa, trevas e luz sumiram, ficou só Jesus. Jesus é o paraíso, é a vida eterna. Com Jesus é céu, sem ele é o inferno.

E aí, o amor de Cristo te constrange. Literalmente a expressão grega é "diarréia". O amor de Jesus entra, é um “Activia”. Cara, você não se segura mais! Gera diarréia. Você já conheceu o poder de uma diarréia. Ela bota agente em movimento na hora. O cara interrompe o Presidente da República. - "Olha, com licença seu Presidente...". É exatamente o que o evangelho teria que fazer com agente. Gerar essa diarréia impulsional e incontrolável. E são esses que transtornaram o mundo e chegaram até nós.

Agora, nós entramos numa que não queremos transtornar nada. O nosso chamado é pro TRANSTORNAMENTO, para a SUBVERSÃO. Nós pertencemos a um Reino que não tem nada haver com os valores dos reinos deste mundo dos poderes desta terra. Nós somos alienígenas de Deus nesse planeta, nossa pátria está no céu. Mais humanos que a humanidade porque nos parecemos com o Filho do Homem, porque a humanidade parece com tudo menos com um humano; o humano agente só vê em Jesus, a plenitude do humano.

Agora com isso eu te faço uma pergunta, o que você vai fazer em relação a isso?

Parte de uma mensagem pregada por Cáio Fábio, no 3º Encontro Caminho




Caio Fábio, talvez o Pastor, ou melhor dizendo o Reverendo, mais polêmico do Brasil fala sobre sua "divórcio" do qual não se arrepende, mas agradece a Deus por resplandecer à sua mente a graça de Deus. Ouça o relato.



Publicação no Genizah

Para todos os que viveram e acompanharam este episódio marcante, esta gravação encerra um ciclo com a declaração do HOMEM diante das suas limitações. Eu confesso que me emocionei com o relato. Na declaração de fragilidade eu vi a força de um gigante em humanidade, coragem e honestidade.

Contudo, não foi por isto apenas que eu publiquei esta gravação.

A minha motivação segue na mesma direção do autor: O alerta para os perigos da desHUMANIZAÇÃO dos servos de Deus e a nossa tendência a nos gloriar em homens. (1Co 3:21) Estou finalizando um artigo sobre isto e conto uma história que surpreenderá a muitos:

Na semana passada soube que um ex-professor meu, amigo, pastor presbiteriano, conservador, exemplo de moralidade e ética, morador de Chicago, viu a sua filha de 14 anos cometer suicídio diante de uma crise causada, em última instancia, pelas pressões vividas pela sua família por conta deste processo de hiper expectativas por parte dos membros da igreja em relação a família pastoral.

Ao ouvir o relato do amigo, não pude deixar de pensar sobre os sentimentos de uma adolescente, já por natureza em grande questionamento sobre quase tudo e ainda sob os efeitos de um bombardeio de hormônios, quando se vê obrigada a suportar: vigilância, responsabilidade, maturidade, pressão social além do que lhe é devido pela idade. Se as coisas podem ficar difíceis para o pastor, imagine para a sua família! Ainda bem que contamos com o Senhor Deus a sustentar Seus Servos nestas horas difíceis. Na próxima semana escrevo mais sobre isto.

Reservem um tempo hoje para orar pela vida de seus pastores e de suas famílias.


Assim usou o Rev. Caio Fábio nesse vídeo magnífico que contém 2 partes esta frase, onde cutuca o julgo da religião cristã. Veja:


Parte 1



Parte 2



Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho. O ardil é simples:

» não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador],
» não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus],
» não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas],
» não pratica a Palavra [exceto a palavra do profetado grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição],
» não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”],
» de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].

Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.

Caio Fábio